2014 em revista.

O WordPress.com foi simpático o suficiente ao enviar-me esta informação sobre o Ano de 2014 e de me lembrar duas coisas. Uma, que fiz poucos posts neste Ano de 2014. A segunda, que estas coisas das retrospectivas anuais têm a sua piada.

Por isso, deixo o Meu sincero desejo de BOM 2015 para todos e a promessa de fazer mais posts no próximo Ano.

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 2,500 times in 2014. If it were a cable car, it would take about 42 trips to carry that many people.

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De volta às corridas.

Cascais, 30 de Novembro, marcam o local e a data em que voltei a correr.

Tudo por uma boa causa, a Corrida juntos contra a Fome. E logo com a preciosa companhia de Amigos que aceitaram o desafio de estar presentes na equipa “Correr pelo Mundo”.

Excelente organização! Inscrição fácil, levantamento de dorsais rápida e eficiente. Percurso bem marcado, abastecimento de água bem distribuído ao longo do percurso e gostei muito das maçãs no final.
A prova, em si, teve para mim o significado especial de acompanhar a Rita no objectivo a que se propunha, de completar pela primeira vez (de muitas, tenho a certeza) uma corrida de 10 kms.
Antes da partida, foi tempo de rever Amigos antigos, que em tempos “patrocinaram” corridas que fiz na América do Sul, e com quem é sempre um prazer estar. Gosto de vocês, Cassiana, Alexandra e Durval.
Tive ainda a alegria de reencontrar uma dupla que estará sempre no meu coração, o Rui e a Susana.
Agradecimento especial também para o Fernando que aceitou o desafio de se juntar à equipa. O Fernando “gostou” muito das subidas da prova (Cascais não é sempre à beira-mar…) e cumpriu também o objectivo de a completar.
Por isso, pelas 10 horas, lá fomos, uns mais rápidos que outros, pelas ruas de Cascais até ao Forte de S. Jorge dos Oitavos, para dar a volta e voltar até à meta.
Calmos, eu e a Rita, fomos gerindo as subidas, a ver a paisagem, a sentir o corpo e o ambiente da prova. Uma água aqui, um respirar fundo ali, um “ai que raio de subidas que este percurso tem…” e a meta estava cada vez mais perto.

Prova feita com sucesso por todos, com direito a muitas fotos no fim.

Para o ano que vem, cá estaremos para a 2ª Edição.

Obrigado à Organização, aos Amigos que aceitaram o desafio de participar na equipa “Correr pelo Mundo”, ao Marcelino, aos “Amantes da Corrida” e à Organização pelas fotos.

Até breve e boas corridas para todos.

PS: Já temos equipa de 2 elementos para a São Silvestre de Lisboa! Alguém se quer juntar a nós?

Final

Na Meta com a sensação de dever cumprido.

Grupo

Anabela “Belinha” 3ª classificada, Rita Mota, Rui Marques da (excelente) Organização da Prova, Eu e a (super simpática e grande corredora)  vencedora Cláudia Pereira.

Equipa

Parte da equipa Correr pelo Mundo, com Cassiana, Alexandra, Eu, Rita e Fernando.

Link com dados da Corrida: http://connect.garmin.com/activity/643658853

Corrida juntos contra a fome

Nem sei bem por onde começar.
Há, ou haveria se fosse agora o momento de o fazer, tanto para escrever sobre o que se tem passado nos últimos meses.
Mas nada disso importa por agora. Por agora o importante é que vou voltar a correr.
E se habitualmente, tento correr por boas causas, neste caso é uma boa causa que me faz voltar a correr.
Até voltei a treinar e tudo (se é que podemos chamar treinos ao que tenho feito, mas enfim…).

Vou estar no domingo, dia 30 de Novembro em Cascais para fazer os 10 kms da Corrida Juntos Contra a Fome. Acho a causa muito importante, gosto e respeito quem está a organizar a Corrida. Como é que poderia não estar presente?

Gostaria de inscrever uma equipa “Correr pelo Mundo”, mas para isso são necessários 4 elementos. E só ainda somos dois.
Se alguém estiver interessado em fazer a corrida ou a caminhada terei todo o gosto em que façam parte da equipa. Digam alguma coisa e combinamos como tratar de tudo.

Boas Corridas e até breve.

Praia e montanha, novamente…

Os dias em Máncora serviram para descansar, correr e fazer um pouco de praia.

Sobre praia e descanso não há muito a dizer. Bom, de facto, sobre as corridas, também não. Mas ficaram feitas algumas das que estavam “agendadas”.

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PS: Por favor, não fazer comentários aos tempos, ok?

Fiz as corridas da Ana Marques, Ana Jorge Branco, Richard & Paula Souza, Restaurante Cartaxeiro e Susana Albuquerque.

Lentas, porque as pernas andam sem treino, e porque correr na areia é duro e torna tudo mais lento. Entre areia mole, pés molhados, tirar fotos, olhos a arder pela mistura de suor e protector solar, e calor, o importante é que ficaram feitas.

Valeu por isso, pelo “passeio pela praia” e pelos banhos no final das corridas.

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E claro, todos os dias que corri, acabei por ter de lavar os sapatos de corrida, porque ficavam encharcados em água salgada….

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Gostei de Máncora, com o seu estilo de vida “chinelo no pé”, a praia, os pequenos restaurantes (onde comi o melhor ceviche da viagem).

Mas estava na altura de seguir. Por isso, avancei para o Equador.

Em vez da tradicional viagem de autocarro, desta vez fiz duas! Uma de Máncora para Guayaquil (já no Equador), feita de noite (com saída pela 21 e chegada às 3:30), e daqui para Quito (partida pelas 6 e chegada às 14:30).

Viagem cansativa, mas que me permitiu ir vendo as paisagens do Equador.Tudo muito verde, tropical… E lá fui subindo, até chegar aos 2820 metros de Quito.

Destaque (especialmente para um coleccionador de autocolantes de bananas… sim, aqueles pequenos autocolantes colados nas bananas dão uma bonita colecção!) para as enormes plantações de bananas. Já posso dizer que vi plantações da Dole e da Chiquita. Mas há muita fruta à venda pela estrada fora… bananas, ananás, maracujá, melancia, morangos.

Outras notas do Equador.

Nem sei qual o nome da moeda local, mas os dólares americanos são a moeda corrente. E a vida é barata. Ontem, sem procurar muito, jantei por 2,5 dólares. Uma espetada, batatas assadas, salada e uma coca-cola.

Hoje ia subir num teleférico até ao cimo de uma das montanhas que rodeiam a cidade. Acordei e mudei de planos. Está coberto de nuvens, por isso a viagem ia ser em vão.

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Alternativa é ir dar um passeio pela zona histórica da cidade, que é mesmo aqui ao lado.

Amanhã vou tentar ir até “Equador latitude 0º, 0´, 0´”… ou como chamam por aqui “Mitad del Mundo”. Dizem que sobre a linha do equador se pesa menos…

Até breve.

Machu Picchu, “histórias III”, donativos e corridas…

Hoje espero, finalmente, conseguir falar sobre tudo isto.

Primeiro, Machu Picchu. Talvez um dos locais mais bonitos onde já estive nesta viagem, e digo talvez, porque não me consigo esquecer da beleza das Cataratas de Iguazu, do glaciar Perito Moreno ou de Bariloche. Isto de fazer rankings tem sempre algo de injusto… por isso, vou resistir à tentação de fazer um “top 5” (muito ao estilo do John Cusack, num dos meus filmes favoritos, High Fidelity).

Tinha várias hipóteses para subir até Machu Picchu (desde caminhadas de vários dias até visita – partindo de Cusco – de um dia). Acabei por optar por ir de comboio num dia, dormir em Aguas Calientes (cidade ponto de entrada para a montanha), subir o mais cedo possível, e regressar ao fim da tarde a Cusco.

Tratei de tudo com uma agência (comboio, alojamento e entrada na montanha), deixei ficar a mochila no Hostel, em Cusco, e lá fui eu com uma muda de roupa.

Comecei por sair atrasado do Hostel (ficaram de me vir buscar às 8:40 para ir de carrinha até à estação de onde parte o comboio, mas horários para sul americanos é coisa que não existe, por isso vieram buscar-me quase às 9:30), e depois de uma viagem de 1:30 numa carrinha apinhada de “Gringos” (e aqui, qualquer estrangeiro é um gringo…), claro que cheguei atrasado à estação em  Ollantaytambo (onde já tinha estado quando visitei o Vale Sagrado dos Incas). Poucos minutos, mas atrasado. O comboio tinha partido e agora diziam-me que não podia trocar o bilhete. Mau, fiquei a pensar que, pela primeira vez em 4 meses, alguma coisa não ia correr bem. Liguei (várias vezes) para a agência, de onde me acabaram por dizer que a alternativa era comprar novo bilhete (cerca de 50 Usd) e que depois seria reembolsado. Não acreditei muito na parte do reembolso, mas não tinha alternativa.

Lá apanhei o comboio e segui, durante uma hora e pouco, até Aguas Calientes.

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Pequena nota para falar dos preços dos bilhetes. Existem carruagens para “locais” e para “estrangeiros”. Carruagens iguais e preços diferentes. Um local paga algo como 3 Usd, e um estrangeiro cerca de 50 Usd… Mas não há outra maneira de chegar a Macchu Picchu (a não ser que se vá a pé durante uns dias…). Acabei por ficar contente por SÓ cobrarem este valor, senão lá teria de pagar mais…

Cheguei a Aguas Calientes, que vive só do turismo, e fui até uma espécie de piscinas naturais de água  quente… Fiquei “de molho” até estar todo enrugado, mas soube mesmo bem.

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Tratei depois de ir levantar o bilhete de autocarro (para subir até “lá acima”, já que tinha decidido descer a pé), e da entrada em Machu Picchu. Bom, mas era 1 de Maio e não foi possível. Mas lá me informaram que o podia fazer no dia seguinte, às 5:30 da manhã. Nada de grave para quem gosta de se levantar cedo, e como queria subir o mais cedo possível… até calhou bem.

Conclusão, 6:30 (depois de 25 minutos a subir de autocarro), estava a entrar em Machu Picchu.

E tudo aquilo impressiona, e muito!

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Uma hora e meia para descer até Aguas Calientes por um caminho assim… Lindo!

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Foi um dia muito bem passado, daqueles que não se esquecem nunca mais.

PS: e sim, fui reembolsado do valor do bilhete do comboio. Muito bom.

PS I: fiquei com pena de não ter uma máquina fotográfica em condições. No mínimo sem ter o visor partido…

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“histórias III”

Tenho reparado, e já há algum tempo que queria escrever sobre isto, que, especialmente, na Bolívia e no Peru, os carros, camiões e autocarros são quase todos asiáticos. E se marcas como, Toyota, Nissan, Hyundai, são comuns na Europa, que dizer de marcas como Changfeng, Chery, Dongfeng, Great Wall, Zhongxing. É que por aqui são comuns…

Vou tentar perceber melhor, nos próximos dias, o porquê….

Outra forma de transporte comum na Bolívia e no Peru são (nem sei como chamar-lhe…) as moto-táxi(?). Utilizadas por toda a gente para trajectos pequenos, são baratas e resultam. Aqui em Máncora andei numa muito parecida com a da foto.

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Donativos

A Família Correia Marques/Rosa, fez um donativo de 70 €uros para a MovApLar- Movimento de Apoio a Laringectomizados.

Obrigado pela doação.

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Corridas

Hoje fiz mais uma corrida. Corrida que a Ana Marques me pediu que fosse feita hoje, no dia de aniversário de um familiar.

Saí pelas 7 e pouco, e como não é viável correr na estrada, fui até à praia tentar fazer 10 kms.

Muito protector solar 50 em cima, e lá fui eu.

E, pela primeira vez, desde que estou na América do Sul, corri na praia. Não que eu goste, porque não gosto, mas sem melhor alternativa, teve de ser. Claro que foi dura e mais lenta, mas nem tudo é mau. Acabar a corrida e dar uns mergulhos na praia, é excelente!

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Agora vou descansar e dar uns mergulhos, que amanhã tenho mais uma corrida para fazer.

Até breve.

Os dias passam…

Bem, já não escrevo há tanto tempo que nem sei por onde começar…

Mas quero falar de Cusco, do Vale Sagrado dos Incas, de Machu Picchu, de Lima, de corridas, do valor angariado até ao momento e … do regresso a Portugal, que está para breve.

Cusco, Vale Sagrado dos Incas e Machu Picchu são, sem dúvida, um “must do” para quem pensa viajar e conhecer a América Latina. Pela beleza, pela diferença, pelas paisagens, por toda a experiência que possibilitam.

Cusco foi (e é assim que se auto-denomina) o “umbigo” da civilização Inca. Pensar que a construíram com a forma de um puma, é absolutamente genial. Isto porque para os Incas existiam 3 mundos (dos deuses, dos homens e dos mortos) e cada mundo era representado por um animal (condor, puma e serpente, respectivamente).

Fotos de Cusco (algumas…)

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Depois fui fazer o “Vale Sagrado dos Incas”, onde visitei algumas ruínas e viajei por montes e vales com uma beleza única. Pisaq e Ollantaytambo são espectaculares.

Pisaq…

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Ollantaytambo…

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E entretanto fui, durante dois dias, visitar Machu Picchu. Mas esta visita merece um post próprio… Que farei nos próximos dias.

Quanto a corridas, voltei finalmente a correr. Já tinha saudades e, com o atraso que estou, e agora ao nível do mar, vou tentar correr o máximo possível.

Lista de corridas que preciso de fazer:

– Mónica e Marco e Mariana (feita em Lima)
– Xana e Beto (feita em Lima)
– Pais
– Ana Pedro e amigos (feita em Lima)
– “maltinha da Aroeira” (feita em Lima)
– Ana Jorge Branco
– Restaurante Cartaxeiro
– Rui Ressurreição
– Susana Albuquerque (3 corridas, a fazer)
– Richard & Paula Souza (4 corridas, a fazer)
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Aqui em Lima, cidade que adorei (tive aquele pensamento “podia e gostava de viver nesta cidade”, o que diz tudo sobre o que penso da cidade), existem parques e circuitos para andar de bicicleta e correr. Tive de aproveitar. As pernas andam sem treino, mas, mesmo assim, foram corridas boas!

A internet está a ficar impossível (não me deixa carregar mais fotos, por ex:), mas quero ainda agradecer a quem se tem mobilizado para fazer donativos:

Projeto MIV – Manual de Instruções para a Vida
Quem recebeu – CIJE – Casa da Infância e Juventude (Castelo Branco);
ERID – Associação Educar, Reabilitar e Incluir Diferenças (Castelo Branco);
Obra das Missionárias da Caridade (Lisboa).

Valor oferecido – 94,92€
Km a percorrer – 9,492Km

Rui Falhas Santos

Quem recebeu: Terra dos Sonhos

Valor oferecido – 10€
Km a percorrer – 10Km

O meu obrigado a todos.

Até breve.

“Histórias”

Hoje vou falar de outras coisas, pequenas impressões que vou recordando da viagem.

Como,por exemplo, da Marinha da Bolívia.

Resumindo, no Séc. XIX, o Chile, depois de ganhar a “guerra” (que ficou conhecida como a Guerra do Pacífico) à Bolívia e ao Peru (que combatiam aliados), e à Argentina (ainda hoje existem disputas sobre parte do deserto do Atacama, rico em minerais…), anexou-lhes parte do território. Quem mais perdeu foi a Bolívia que ficou sem acesso ao mar.

As zonas sombreadas foram anexadas pelo Chile.

As zonas sombreadas foram anexadas pelo Chile.

Mas a Bolívia mantém uma orgulhosa Marinha de Guerra, que mais não faz do que patrulhar metade do Lago Titicaca (já que a outra metade pertence ao Peru). Impecavelmente fardados de branco (só não tirei fotos, porque já se sabe que nestas coisas com militares o melhor é estar quieto…), mas (tanto quanto consegui ver) somente com umas lanchas “mal amanhadas”. Navios? Não vi.

Li, num jornal em Copacabana, que o Presidente Evo Morales foi até Haia, ao tribunal internacional, apresentar uma queixa contra o Chile. Objectivo? Recuperar o território anexado pelo Chile há cerca de 150 anos atrás. Para mim, pareceu-me propaganda pura, já que a tal acção contra o Chile provocou um enorme movimento de união na Bolívia.

Outra coisa que me chamou a atenção e me deixou a pensar…

Toda gente na Bolivia, e também no Peru, masca folhas de coca. A pergunta é, onde é que cultivam a coca? Porque, depois de atravessar a Bolívia  e de ter feito parte do Peru, ainda não vi uma única plantação de coca. Bom, em algum lado a devem plantar, eu é que ainda não a vi…

Mas vi culturas de favas, milho, trigo, batatas e quinoa. Até provei a sopa de quinoa e é boa. Outras “especialidades” peruanas são o “porquinho da índia” frito e/ou assado, e a Inca Cola. Claro que tinha de provar. Gostei.

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De resto, os últimos dias foram passados a ver o Lago Titicaca (a cerca de 3800 metros acima do nível do mar), do lado boliviano e peruano. Muito bonito.

Curioso, também, o facto de continuar a encontrar-me com outros viajantes, que fui conhecendo durante a viagem. Ontem foi a vez de me reencontrar com Ben, um australiano, que conheci no hostel em Buenos Aires há dois meses atrás….

Agora estou em Cuzco, no Peru, a tentar perceber como vou fazer para ir ver Machu Picchu. A seguir vou para Lima, já ao nível do mar, o que me permitirá voltar a correr.

Até breve.

PS: Estou a organizar-me para actualizar os registos de doações que foram feitas entretanto. No próximo post trato dessa parte. A internet está muito lenta, por isso coloco poucas fotos…