Monthly Archives: Fevereiro 2013

5000 hits…

Hoje, quando vim ao blogue, reparei que já houve 5000 hits.

E com um número tão “redondinho”, tive que vos vir agradecer o tempo e a paciência que precisam para ler o que escrevo. Obrigado a todos!

Image

Image

 e as estatísticas, dizem que os leitores vieram destes países.

e as estatísticas, dizem que os leitores vieram destes países.

Até breve.

Anúncios

Assim vão as coisas pela Argentina…

Sábado foi dia de despedida de Buenos Aires. Check-out e últimos passeios pela cidade, antes de partir pelas 22:30 em direcção a Bahia Blanca.

Gostei muito de Buenos Aires. Cosmopolita, uma cidade que faz jus à fama que tem. Muitos pontos de interesse, com história, boa para passear, segura e com boa comida. Vale, sem dúvida, a visita por uns dias.

Mas estava na altura de partir.

Pequena nota para algo que me tem surpreendido. Todas as cidades têm um terminal de autocarros (ou, Terminal Omnibus, como lhe chamam por aqui). A cidade pode ser pequena ou grande, mas todos os terminais são modernos, ao verdadeiro estilo de aeroportos… mas de autocarros.

E autocarros, não faltam. Em Buenos Aires, o Terminal Retiro tem 75 pontos de partida, e as saídas são constantes, gerando um movimento que eu não esperava. O tamanho da Argentina, a oferta de destinos e o preço das viagens aéreas, explicam o “fenómeno”.

Retiro tem 75 pontos destes, com movimento constante.

Retiro tem 75 pontos destes, com movimento constante.

Por isso, segui até Bahia Blanca. 9 horas dentro de um autocarro começa a ser rotina e, de facto, estou a começar a ficar habituado. Desta vez resolvi viajar de noite. Poupei um dia de estadia e dormi durante a viagem. Correu tudo bem, tirando o facto de ter mudado de autocarro, quase a chegar a Bahia Blanca, por uma avaria qualquer (eu estava a dormir, acordaram-me e mudei de autocarro em modo zombie, ou seja, tenho uma vaga ideia do que aconteceu. O que acho que foi bom…).

Cheguei a Bahia Blanca (mais um bom terminal omnibus…) por volta das 8 da manhã e, depois de arranjar um mapa da cidade, segui a pé até ao hostel.

Eu que, duma maneira geral, gosto de todos os locais por onde passo, não gostei de Bahia Blanca. Não consigo explicar bem porquê, mas o facto de ser domingo, estar tudo fechado, não haver pessoas na rua e o hostel ser mau, são provavelmente boas razões.

Por isso, quando parti, pelas 6 da manhã de segunda-feira, estava contente.

... quase a caminho de Puerto Madryn.

… quase a caminho de Puerto Madryn.

Contente por ir embora e por estar a caminho de Puerto Madryn.

Pensei, inicialmente, seguir até Rawson (um pouco mais a Sul), mas a leitura do meu “livro de viagens” da Lonely Planet fez-me mudar de estratégia. “Puerto Madryn é a porta de entrada para a Península Valdés“, li algures no livro e isso fez-me querer ficar por aqui uns dias.

Toda a península é um Parque Nacional

Toda a península é um Parque Nacional

Um Parque Nacional famoso por se avistarem baleias (infelizmente, não nesta altura do ano), orcas, pinguins, focas e leões marinhos. É ou não um bom motivo para ficar por cá?!

E a escolha foi acertada.

A cidade é muito bonita, com uma baía enorme, praia, uma avenida ao longo da praia (ideal para correr…).

E até já tenho tudo tratado para fazer, amanhã, um tour pela Península.

Hoje aproveitei e fui fazer uma corrida. Por uma série de razões. Porque tenho corrido pouco, porque tenho “agendadas” uma série de corridas patrocinadas (e sei que mais vêm a caminho…) e porque a tal avenida junto à praia é perfeita para correr.

Por isso, de manhã, tomei o pequeno almoço e fui correr (e tirar fotos, claro).

Já faz muito menos calor e pelas 10h ainda se sentia aquele frio da manhã. Bom para correr, em todo o caso.

... fui até ao pontão.

… fui até ao pontão.

... vi barcos a serem colocados na água.

… vi barcos a serem colocados na água.

... a praia.

… a praia.

E fui correndo, correndo, até chegar ao fim da praia, onde se avista um ponto alto. Decidi continuar e ainda bem que o fiz.

Porque toda aquela zona é um “ponto histórico”. Muito bem sinalizado (fiquei a saber que a cidade foi fundada por galeses, por volta de 1865, que desembarcaram ali e que viveram, durante 2 anos, numa espécie de grutas/cabanas – cujos buracos, ainda se podem ver nas rochas) e com uma vista espectacular para a cidade, mas também para a baía seguinte.

Image

Image

Image

Corrida muito boa esta de hoje e que vou “marcar” como sendo a corrida que a Cassiana Bruel patrocinou fazendo uma doação para a Liga Portuguesa contra o Cancro.

Image

Até breve.

Adios Chicos…

Os “portenõs” despedem-se assim, com um “adios chico”. Por isso, e como estou de partida para Sul, depois de ficar mais um dia em Buenos Aires do que tinha planeado inicialmente, está a chegar a hora de dizer “adios chicos” a Buenos Aires…

Mas não sem antes fazer a inevitável corrida na cidade.

Esta corrida foi a primeira que me foi pedida, gentilmente patrocinada pelo Nuno Constâncio, que fez uma doação para a Acreditar. E fez-me um pedido específico… “correr 10 kms, acabar no estádio “La Bambonera” e depois ver um jogo do Boca Juniors…”

Na altura, pareceu-me bem… mas isto de viajar sem conhecer os locais leva a “desventuras”. E este foi um (… o primeiro, felizmente) desses casos. Porquê? Enquanto estive em Buenos Aires, o Boca Juniors nunca jogou em casa. Até aqui a “coisa” até dava para resolver… Corria até lá e pronto (não há jogo, não há nada a fazer). Mas a “desventura” continuou… Como? Ontem preparei-me para correr cedo, estudei o mapa, meti uns pesos no bolso para o caso de me perder, liguei o GPS e lá fui eu à aventura. Corria, ia confirmando o destino mentalmente… tudo ia tranquilo até fazer uma “esquerda” em vez de uma “direita”… e segui em direcção a Puerto Madero. Bom para correr … mas estava a ir em sentido contrário a La Boca!

Visto assim até parece fácil chegar a "Boca"

Visto assim até parece fácil chegar a “Boca”

Ora como temos de ter capacidade de improvisação, e para não voltar para trás … e correr o risco de me perder novamente, decidi seguir e fazer 10 kms.

Em Puerto Madero

Em Puerto Madero

Puerto Madero é uma zona nova da cidade, assim muito o “Parque das Nações”, em Lisboa. Moderna, com mistura de serviços e habitação. Bonita.

Image

Image

Foram daqueles 10 kms, citadinos, do pára-arranca, com barulho, confusão, mas que deram para conhecer um pouco mais da cidade. Pena não ter sido a parte certa da cidade. Por isso, Nuno Constâncio, se me estás a ler, desculpa não ter conseguido realizar o pedido (pelo menos na parte que me era possível…). Vou começar a correr com GPS, mapa e bússola (é capaz de ser o melhor…). Isso, e fazermos uma corrida juntos quando voltar para Lisboa, que tal?

La Boca

La Boca

... super turístico

… super turístico

É que correu tudo “tão bem”, que voltei mais tarde a “La Boca”, tirei fotos e ia até ao “La Bambonera” tirar uma foto. Ir até lá, eu fui, e era o mínimo que podia fazer. Fotos? Pois, para completar o dia fiquei sem bateria na máquina! Muito bom, nada como um dia em que tudo corre bem. Parece quase o scketch dos Gato Fedorento (a minha vida dava um filme indiano), quando um deles diz “o dia até me estava a correr bem…”.

Nota final para agradecer os muitos contactos que vou recebendo por email, mensagens de Facebook e através do blogue. Obrigado a todos e uma saudação especial para a Amanda e Eduardo. Foi bom ter tido noticias vossas.

“Hasta”… e daqui para a frente não sei quando será (por causa da Internet). Em breve, eu espero…

Um mês e dois dias…

… depois de sair de Lisboa, e é tempo de fazer um pequeno balanço. Da viagem, do que tenho visto, de pensamentos que tenho tido. Mas não, não me deu para a introspecção.

Por isso, vamos por partes.

Primeiro, enviar um forte abraço a todos os que generosamente fazem contribuições para instituições, que mobilizam os amigos para juntar algum dinheiro, que pensam em instituições a quem doar os €uros angariados. Obrigado!

Segundo, agradecer a todos vós que têm a paciência de me vir aqui ler e incentivar a continuar. Enorme Obrigado para todos.

Vamos lá então ao balanço, e essas “coisas”, porque tem sido uma viagem cheia de novidades, “records pessoais”, pequenas histórias…

Nova Iorque é Nova Iorque e está tudo dito, mas desta vez tive a enorme felicidade de estar na minha cidade favorita no Mundo, com o meu irmão Jorge e a cunhadinha Margarida, com a Rita, a Ana e o João Carlos. Que equipa 5 estrelas. Foi engraçado saber que, agora, o que está na moda entre o pessoal da cidade é … sair à rua de pijama. Sim, pijamas daqueles de flanela, com quadrados e assim.

Isto é que está "in", actualmente.

Isto é que está “in”, actualmente.

Depois, uma semana a ver o “american way of life” e a “asilar” em casa dos Souzas (thanks… and see you soon in Portugal). Sim, porque fazer um ou outro jantar e limpar a neve do passeio, não “paga” o tratamento VIP a que tive direito. E a viagem a Washington foi como que um recordar das viagens que fizemos juntos –  o “Sampas”, o Richard e eu -, em outros tempos… Deu para ver a final do Super Bowl entre os Ravens e os 49ers, e tudo. Emocionante até aos segundos finais. Muito bom.

Baltimore Ravens VS San Francisco 49ers

Baltimore Ravens VS San Francisco 49ers

Depois foram batidos uma data de “records pessoais”… como o do frio sentido (a andar e a correr) com -18º, em Nova Iorque, voo mais atrasado e mais longo de sempre (5+10 horas) na ligação Nova Iorque – São Paulo, 20 horas dentro de um autocarro para fazer Puerto Iguazú – Buenos Aires.

Bom, e a seguir temos as cidades  da América do Sul, que bonitas. Cada uma à sua maneira, mas únicas.

Assunção, Paraguai. Uma surpresa completa, talvez porque não tinha expectativas nenhumas. Não quero parecer presunçoso, mas é uma cidade, pelo menos se avaliada pelos standarts europeus, com pobreza, suja… algo rude. Mas com praças, alguns edifícios e monumentos bonitos e onde nunca me senti inseguro. Comida favorita por lá? “Empanadas”, uma espécie de pastéis de massa tenra (… maiores) com carne e ovo dentro.

empanadas e cerveza ... boa combinação.

empanadas e cerveza … boa combinação.

Puerto Iguazú, Argentina. Pequena, arranjada, turística… mas com as Cataratas mesmo ali ao lado. Valeu a pena. A registar além disto? O primeiro contacto com a carne assada (assado e bife de chorizo, valem mesmo a pena…).

assado

assado

Valem a pena, as cataratas.

Valem a pena, as cataratas.

Colónia del Sacramento, Uruguai. Pequena, património da humanidade (o que, por si só, é normalmente sinónimo de beleza e de local de intreresse…). Foi uma tarde bem passada.

Image

Montevideu, Uruguai. Bonita, moderna, com uma “marginal” espectacular. Fiquei com a sensação que deveria ter ficado mais uns dias. O que diz tudo… Comida? Carne, carne, carne.

Image

Buenos Aires, Argentina. Tudo o que tinha ouvido é verdade. A cidade é bonita. Mistura muito interessante de bairros antigos (como San Telmo, onde estou) e bairros novos (como Puerto Madero).

Ontem dei um passeio a pé por Retiro e Recoleta para ver os locais clássicos. Eu e mais uns 12 ou 13 vizinhos aqui do hostel… com guia bilingue, e tudo à borla.

Plaza San Martin

Plaza San Martin

Torre Monumental (...ou "de los Ingleses")

Torre Monumental (…ou “de los Ingleses”)

 IMGP1286

Cemitério La Racoleta, campa da Eva Péron

Cemitério La Racoleta, campa da Eva Péron

Floralis Genérica – a flor de metal.

Floralis Genérica – a flor de metal.

Team do almoço.

Team do almoço

A cidade é boa para passear, sem dúvida  E já se sabe que depois de um bom passeio, não há nada como um bom almoço. Acabou por volta das 17:00 e a mesa foi composta por um suíço,  um americano, uma australiana, uma brasileira, um colombiano e um “tuga”.

===============================================

Nota, também, para agradecer a última “vaga” de donativos. Obrigado…

… M&M&M (Marco, Mónica e Mariana) 15€ para a Operação Nariz Vermelho. Vamos combinar a corrida para breve.

… e Sérgio Vieira, pelos 50€ vindos de Nova Iorque, também para a Operação Nariz Vermelho. Que me pediu para continuar “a alimentar o blogue”. Ok, estamos combinados.

Nota final para 0 Público- P3 e para a Visão, pela amabilidade que tiveram em ter-me ouvido.

Agora vou tratar de saber como vou iniciar a viagem para sul, na próxima sexta-feira.

Até breve.

Corrida e visita ao mercado de rua

Amanhã estou de partida para Buenos Aires, por isso hoje era a última chance para fazer uma corrida por terras uruguaias. Ainda por cima, tinha combinado com a Alexandra Torres que faria hoje os 10 kms correspondentes à sua doação para a Alzheimer Portugal.

Saí cedo, porque este calor acaba comigo. Ontem nos meus passeios (com a ajuda de um mapa), apercebi-me que havia uma “Avenida Marginal” cá do sitio e que sabia como lá chegar. Foi só sair para a rua, fazer uns poucos de quarteirões (já a correr) e aí estava ela…

Muito bonita, à beira mar e com passeio largo. O que é que se pode querer mais para fazer uma corrida matinal?

Image

A corrida foi tranquila, a ver as vistas e a tirar fotos…

Image

 

Image

 

Image

Image

…e muitas mais poderia ter tirado porque passei por campos de futebol, rugby, ténis, basket. Tudo bem arranjado e bonito. Gostei muito.

No regresso passei por uma rua (fechada ao trânsito e que usei para ir até à “Marginal”) onde estava a decorrer uma feira/mercado de fim-de-semana… Frutas, hortaliças, queijos, carnes e peixes, roupa, havia de tudo. Fiquei com vontade de voltar, por isso foi só tomar banho, comer o pequeno almoço e sair para a rua novamente.

Só para sentir como vive esta gente, como fazem compras, o que comem, quanto pagam… essas coisas que, a maior parte das vezes, não estão ao alcance do turista sem sorte.

Eu tive sorte e fui ver como é.

Image

ImageImage

 

Como se pode ver pelas fotos, a “coisa” começa só lá para as 9 e muito. Aqui ainda andavam a montar as bancas e clientes, nada.

Fui andando pela rua abaixo e quando vim para cima, aí sim já havia movimento e muito.

Image

 

Image

Image

 

Image

 

Image

 

Image

 

Quem quiser comparar preços, que faça as contas assim: 24 pesos = 1 €uro.

Eu achei a fruta cara e o peixe barato (algum…), pelo menos se comparado com os preços em Portugal (estarei certo?, não sei…).

Até breve, já em Buenos Aires.

 

Viagens, vacas, pedras e soja.

Da ultima vez que me sentei para escrever, e parece-me já há tanto tempo, foi apenas há 3 dias. Entretanto tanta coisa aconteceu.

Saí de Puerto Iguazú, Argentina, de autocarro, com destino a Buenos Aires. Partida às 18:00 e chegada no dia seguinte às 14:00. Já tinha estado 9:30 dentro de um avião, agora foi a vez de estar 20 horas dentro de um autocarro. Em todo caso, foi menos penoso do que imaginei à partida. Fizemos uma paragem para jantar, e depois deu para dormir e tudo. Especialmente, porque decidi pagar um pouco mais pelo bilhete e tive direito a cadeira reclinável e filmes. Por isso, foi jantar, ver um filme e dormir.

... e ainda deu para ver um belo fim de tarde.

… e ainda deu para ver um belo fim de tarde.

A viagem é feita por uma estrada (boa) que, de alguma forma, acompanha as fronteiras da Argentina, Uruguai e Brasil. Resultado? Recebi 27 mensagens no telemóvel,  daquelas automáticas, com informação dos preços do roaming.

Lá cheguei a Buenos Aires e segui, de metro, até ao hostel. Simples e barato, foi só seguir as indicações que me tinham enviado quando fiz a reserva.

Foi chegar, tomar banho, tratar de saber como se podia ir para Montevideu, Uruguai, no dia seguinte, jantar e dormir.

Todos muito simpáticos… mas incompetentes!

Marcaram-me viagem de barco+autocarro para o dia seguinte de manhã, via Colónia de Sacramento, no Uruguai. Perfeito, porque assim chegava cedo a Montevideu (total são cerca de 3, 4 horas de viagem). Perguntei “como chego ao porto para apanhar o barco?”, resposta foi “não te preocupes, só tens de estar aqui às 8:00, alguém te vem buscar…”. Ainda mais perfeito.

Pois, só que o perfeito não existe. Quando passava pouco das 8:00 perguntei se estava tudo bem, porque ainda ninguém me tinha dito nada. Conclusão, e depois de fazerem um ar espantado… o barco sai às 7:00 e sim, eu tinha de ir para lá pelos meus meios.

Expliquei tudo, não me quis chatear, devolveram-me o dinheiro (a diferença, porque me marcaram novo barco para as 11:50), disse-lhes (tudo isto calmamente, que com este calor não vale a pena perder a calma…) que tinham prestado um péssimo serviço, meti-me num táxi e lá fui eu.

Cheguei ao porto cedo. Por isso, tratei de reorganizar o dia. Já que ia de barco para Colónia de Sacramento, Uruguai, e depois seguia de autocarro para Montevideu, fiquei a imaginar se daria para passar a tarde em Colónia de Sacramento (onde pensava ir na próxima semana quando estivesse em Buenos Aires). Colónia de Sacramento foi fundada por Portugueses em 1680 e é Património da Humanidade. Existe um Museu Português e tudo…

Fiz a travessia de barco (em menos de uma hora), fui à estação de autocarros (deixei a mochila e comprei bilhete para o fim da tarde) e segui para a parte antiga da cidade (que fica a meia dúzia de quarteirões da estação). Pelo caminho, passei por um “tasco” de grelhados e comi um “assado” (bem bom que estava. Pode ser que um destes dias me farte da carne grelhada, mas por enquanto estou a adorar..).

Image

Image

Image

Image

Image

Vista para o Rio de la Plata

Vista para o Rio de la Plata

A parte antiga de Colónia é de facto muito arranjada, bonita de ver e boa para passear durante umas horas. Acabou em bem o “azar”, porque assim vi a cidade e poupei o dinheiro de vir até cá na próxima semana.

Ao fim da tarde, apanhei o autocarro para Montevideu e vi três coisas que me chamaram a atenção.

Vacas, muitas. Mas isso é comum também na Argentina.

Enormes campos de soja (depois de passar tempos e tempos a tentar perceber que planta era aquela, já que me pareciam batateiras, vi um cartaz a dizer “Super Soya, semillas Nidera”. Se calhar são daquelas geneticamente modificadas…).

E pedras. Sim, porque ainda não tinha visto pedras. Por aqui é tudo plano e sem pedras. Mas ontem lá vi uns “calhaus” como aqueles que de vez em quando se encontram, em viagem, pelas planícies alentejanas.

Chegado a Montevideu foi apanhar um autocarro e chegar facilmente ao hostel, tomar um banho e seguir para jantar com os “vizinhos” aqui do quarto.

Praça mesmo à saída da estação de autocarros, com bandeira do Uruguai

Praça mesmo à saída da estação de autocarros, com bandeira do Uruguai

Querem saber o que é multiculturalidade? Numa equipa de cinco havia um finlandês e uma finlandesa, uma norueguesa (de origem coreana), um sueco (de mãe sueca e pai cabo-verdiano) e eu.

Lá tivemos de ir jantar … uns grelhados.

Hoje foi dia de dormir um pouco mais, responder a emails e mensagens de Facebook e actualizar o blogue.

Agora vou sair, dar uma volta pela parte antiga da cidade (já tenho mapa, daqueles mesmo à turista e tudo) e ver como é Montevideu.

Até breve.

PS: Amanhã faço uma corrida de 10 kms, patrocinada pela Alexandra Torres, que fez uma doação para a Alzheimer Portugal. Obrigado, Alexandra.

Ontem fui ver as Cataratas do Iguazú…

… pelo lado Argentino.

E achei verdadeiramente espectacular!!

Cheguei às 9:00 da manhã e vim embora às 17:00.

Daqui da cidade de Puerto Iguazú até à entrada do Parque é rápido, e há autocarros a sair a toda hora.

Pequena nota só para dizer que o Parque Nacional Iguazú está muito bem organizado, com sinalização, limpo e arranjado (no sentido de cuidado). À entrada, nas informações, pedi um mapa e deram-me um mapa/folheto (onde estava uma imagem como a debaixo) com tudo o que havia para saber sobre o Parque. Gostei.

Image

Comecei pela “Garganta del Diablo” (a laranja no mapa).

Caminho até lá é feito num pequeno comboio e depois a pé por uma passadeira metálica sobre o terreno. É absolutamente deslumbrante…a vista, o barulho da água a cair e o spray que levanta, refresca e sabe bem (é outra maneira de dizer que fiquei todo molhado…).

Garganta del Diabo

Garganta del Diabo

A seguir fui para o circuito superior (a vermelho, no mapa).

Muito bonito, caminhar pelo meio da mata e depois ir vendo as diferentes quedas de água (ou saltos, como lhes chamam por aqui). E todas elas têm um nome…

... parte da vista do "paseo superior".

… parte da vista do “paseo superior”.

Entretanto começou a chover. Como ninguém ligou importância (e estou a falar de dezenas de pessoas… que ontem o Parque estava cheio por causa das férias do Carnaval) eu fiz um ar natural e .. encharquei-me todo. Nada de grave. Mais tarde comprei uma daquelas capas plásticas (que deveria ter comprado logo na entrada do Parque).

Depois fui fazer o circuito inferior (a azul, no mapa)… e se tivesse de escolher um dos circuitos (são todos muito bonitos, atenção), teria de escolher este. É que ver as cataratas “de baixo” é de ficar ali, tempos e tempos, a admirar aquela beleza.

Image

Image

Image

É de ficar sem palavras… Foi um dia para não esquecer.

À noite tive de repor as “energias” com um bife de chorizo, definitivamente o melhor que já comi por cá.

E hoje, que estou de saída para Montevideo, Uruguay, via Buenos Aires (vamos ver como me aguento 20 horas dentro de um autocarro…), fui fazer uma corrida. Não me podia ir embora sem correr por cá.

Image

10 kms calmos, em direcção ao Parque Nacional Iguazú. Foi chegar à estrada do Parque (com 5 kms…), tirar uma foto e voltar para trás. O corpo é que, habituado a outras paragens, estranha este calor e humidade.

Image

Até breve