Monthly Archives: Março 2013

Hola Santiago, Hola Chile…

Depois de me despedir de Mendoza e da Argentina, com um jantar de “assado de tira”, a ver na TV a Argentina ganhar à Venezuela por 3-0, estava na hora de entrar para um autocarro e seguir viagem para Santiago, no Chile.

Tudo normal com a viagem.

Tive foi a hipótese, ainda que de muito longe, de ver o Monte Aconcágua (6960,8 metros de altitude, sendo simultaneamente o ponto mais alto das Américas, de todo o Hemisfério Sul e o mais alto fora da Ásia).

A viagem valeu pela travessia dos Andes, pelo avistar ao longe do Aconcágua e, depois, pela descida da cordilheira, cheia de curvas e contracurvas, efectuada já do lado chileno.

Aconcágua lá ao longe...

Aconcágua lá ao longe…

28 curvas destas, sempre a descer...

28 curvas destas, sempre a descer…

Chegado a Santiago, foi seguir na direcção do Hostel, localizado no bairro Bellavista. Bares, restaurantes, teatros? É tudo por aqui.

A Casa de Santiago, onde Pablo Neruda viveu, é a dois quarteirões. Restaurante onde parava habitualmente é aqui mesmo ao lado.

Toda esta zona foi visitada no Sábado.

Domingo, logo de manhã, fui até ao Parque Metropolitano de Santiago, mesmo aqui ao lado, e podia fazer 3 coisas: subir ao Santuario Inmaculada Concepción, ver as vistas sobre a cidade e tentar perceber se poderia fazer por lá uma corrida.

Dúvidas sobre corrida ficaram esclarecidas logo que me aproximei da entrada. Era só gente a correr e de bicicleta, a começar a entrar no Parque. E não eram centenas dentro do Parque, mas seguramente milhares. Cheguei a pensar se haveria algum tipo de prova a decorrer.

Subi no Funicular, para começar a ver as paisagens (e se o Pápa João Paulo II andou nele, quando por cá esteve em 1987, eu também queria experimentar).

A chegada ao cume e ao Santuário é rápida.

A paisagem é bonita. Até a poluição sobre a cidade lhe dá uma certa graça…

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IMGP2434 IMGP2436planoPMS_webCerto é que andei o Parque de uma ponta à outra. Ir e voltar… Foi uma bela caminhada. E cumpri todos os objectivos.

Ontem de manhã voltei para fazer uma corrida. Já sabia que me esperavam 5,5 kms a subir, e a subir bem…

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Muito pouca gente no Parque, se comparado com o dia anterior, por isso a corrida foi em modo solitário. Dura a subida, mas boa a descida.

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Vou marcar esta corrida como sendo a que a Christina Procópio Decastro patrocinou, fazendo doação para a Alzheimer Portugal. Obrigado, Chris.

Depois aproveitei para conhecer um pouco mais de Santiago, andando a pé, na direcção do Mercado Central  e vendo as ruas das redondezas (tudo muito movimentado…).

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Claro que, como estava na hora de almoço, tive de provar um dos pratos típicos da comida chilena, “cazuela de vacuno”. Pode não ter muito bom aspecto, mas é bom. Como que uma sopa de cozido, mais leve, e composta por carne de vaca, arroz, batata, abóbora, feijão verde, milho, salsa e, eventualmente, algo mais que não me tenha apercebido.

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Gostei!

Agora vou continuar a conhecer Santiago, porque se aproxima a hora de seguir para a costa, até Valparaíso.

Até breve.

Adios Argentina

Nem acredito que amanhã vou deixar a Argentina. Talvez fique mais um dia, ainda não sei.

Certo é, que daqui sigo para Santiago, no Chile.

Hoje, posso dizer que este país maravilhoso me surpreendeu por completo. É lindo e tem tudo, mas tudo (indústria, agricultura, pescas, turismo e pessoas boas, capazes) para ser um Grande país.

Recordo, já com alguma saudade, as Cataratas do Iguazu, Buenos Aires, Puerto Madryn (muitas…), Ushuaia, El Calafate, El Chaltén, Bariloche (muitas…). E Mendoza. Que bonita que é esta cidade. 

Ontem fui dar uma volta a pé. Avenidas, ruas, praças, tudo muito arranjado, bonito, organizado.

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E entretanto chego, com a ajuda de um mapa, a um parque… Enorme, bonito, com vias pedonais, ciclovias,estátuas, lagos. Adorei.

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Mesmo bom para passear … e correr.

Por isso, hoje de manhã, equipei-me e fui até lá. 30 minutos a andar e depois 13 kms a correr.

Tudo dentro do parque… onde se pode encontrar um campo de golfe, um clube de ténis, de remo, um centro hípico, parques infantis, um anfiteatro (para 22.000 pessoas…) e um estádio de futebol. Por aqui se pode ver o tamanho do parque!

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Mas tinham-me falado num tal de “Cerro da Glória”, que fica numa das pontas do parque, de onde se podia avistar a cidade e as montanhas aqui à volta. Achei boa ideia ir até lá a correr, apesar de terem feito uma cara de “caso” quando falei desta minha ideia. Percebi mais tarde porquê! Aquilo é subir, subir, subir … (e não é semelhante a subir passeios, como alguns amigos gostam de fazer…).

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Mas valeu a pena. Tem uma bela vista sobre a cidade e um monumento ao General San Martin (libertador da Argentina).

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Um pequeno aparte para falar sobre nomes… Aqui é comum dar o nome de um herói da guerra da libertação, ou de alguém que tenha feito algo relevante pela Argentina, a alguma coisa. 

Perito Moreno (explorador e “Pai” do primeiro Parque Nacional) tem ruas, avenidas, praças, glaciar, cidade, tudo com o seu nome…

Rivadavia (primeiro Presidente da República) tem ruas, avenidas, praças e cidade…

General Roca (herói de guerra e, mais tarde, Presidente)… o mesmo.

Eva (Evita) Perón?? tudo e mais alguma coisa, incluindo esfinge nas novas notas de 100 pesos.

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A Sra. da imagem é a Presidenta (é assim que lhe chamam…), Cristina Kirchner, e o falecido marido (também ele ex-presidente) já tem nome em alguns edifícios (vi pelo menos uma escola nova com o seu nome…).

“Coisas” das democracias sul americanas.

Vou só falar, mais um pouco, de algo que me espantou e que aproveitei…

Existe uma cotação oficial para o Dólar Americano e depois existe … a cotação paralela (ou Dólar blue, como lhe chamam). Tudo normal! Toda gente sabe que o “paralelo” é ilegal…

Mas se o câmbio oficial é de 1 Dólar para 5 Pesos, o blue paga 8 pesos por cada Dólar. É uma diferença abismal, por isso troquei (juntando o máximo de dólares possíveis, com um colombiano, um americano e um suíço) tudo o que tinha. Pena tenho de não ter trazido mais dólares.

Agora ficaram a pensar, “ai o malandrão, a fomentar o mercado paralelo…”. Calma. É ilegal, mas a cotação pode ser vista no jornais, e li hoje que a Presidenta, face ao aumento do valor do blue, apelou a quem transacciona dólares para pensar na “Nação”… Estamos entendidos quanto a ser ilegal, certo?

Cotação do Dólar "informal" no jornal. Então mas não é ilegal?

Cotação do Dólar “informal” no jornal. Então mas não é ilegal?

Voltando à corrida. Perna está quase ok, e gostei de voltar a pisar a estrada. O corpo já me andava a pedir exercício.

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Voltas e mais voltas e ficou feita a corrida.

Vou “marcar” estes 13 kms como sendo a corrida que o Durval Gonçalves Santos patrocinou, fazendo doação para a Liga Portuguesa contra o Cancro. Obrigado, “Durva”.

Nota final para a mensagem que me chegou do Brasil. A Amanda e o Eduardo, simpático casal de estudantes, de Recife, que conheci na minha primeira noite em Buenos Aires, decidiram fazer uma doação de 25 Reais para o Grupo de Apoio à Criança Carente com Câncer. Enorme abraço de obrigado para os dois. Fica a promessa de fazer a “tal” corrida em Valparaiso, no Chile.

 Até breve.

Histórias…

Andar a viajar proporciona momentos únicos.

Pelo que se aprende, observando. Vivendo uma nova (ou diferente, no mínimo…realidade. Quase dois meses depois de sair de casa, é natural que existam histórias, vou-lhes chamar, inesquecíveis.

Por isso, de vez em quando, vou partilhar …

Momentos…da viagem.

Um destes dias, ao ver algumas fotos antigas, lembrei-me de um desses momentos.

De facto, foram duas “histórias”. Mas de uma tenho fotografia, de outra não. Não, porque não me atrevi a tirar fotografia.

Ambas se passaram em Montevideu, Uruguai.

E já passou um mês…

A primeira, da qual não existe registo fotográfico, passou-se quando ia a caminhar pela cidade. Perto da Câmara Municipal, um edifício grande, vermelho, emblemático na cidade e, por isso, vigiado pela policia.

Vou a andar e vejo dois policias, daqueles todos “artilhados”, grandes, com coletes à prova de arma, óculos escuros, vestidos de negro, com as armas em punho. Até aqui tudo normal. O que achei mesmo engraçado, porque me apanhou desprevenido, foi quando se cruzaram e se cumprimentaram. Sim, ver dois “matulões” daqueles cumprimentarem-se com um beijo, foi o que me deixou a rir por dentro. Normal por estas paragens, eu sei. Mas inesperado para mim…

Ainda pensei tirar-lhes uma foto (pedindo, é claro), mas o “ar de maus” fez-me seguir rapidamente (a rir…).

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A outra história passou-se num Domingo. Sei que foi Domingo, porque é dia de quase tudo estar fechado. Lembro-me de que andei bastante até encontrar um café/restaurante aberto para comer qualquer coisa. Lá encontrei um, comi já não sei exactamente o quê… e pedi um café no fim. Cortado, como bebo normalmente por aqui, ou seja, com um pouco de leite. Até aqui tudo normal. O espanto veio depois quando me trazem uma bandeja com café, copo de sumo de laranja (pequeno, tipo shoot), água com gás (em copo também pequeno), natas, bolinho, rebuçado e … pipocas!Image

Bem, olhei para aquilo tudo e pensei, “Então mas agora faço como? Existe alguma ordem para seguir?”. Resolvi a questão olhando para as mesas em redor e vendo como um sr., já de idade, fazia.

Segui a sequência à risca. Os americanos dizem que “When in Rome, do it like the romans!”, e pareceu-me bem fazer isso. Com adaptações, porque sou português… passei a parte do bolinho (que era de claras de ovo), das natas e das pipocas.

Mas bebi o café, depois o sumo e a água no final.

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Entretanto, já estou em Mendoza, depois da viagem de autocarro que me trouxe de Bariloche, ainda não devidamente instalado, mas já a tratar de saber como dar umas voltas pela cidade e redondezas.

Até breve.

Dois meses…

… fora de casa. Normalmente, não ligo muito a estas coisas das datas mas, estando longe de casa, é fácil lembrar-me que foi a 18 de Janeiro que saí de Lisboa. E têm sido dias maravilhosos estes…

Como os que tenho passado aqui em Bariloche. Que cidade tão bonita. As casas, as ruas, o lago, as montanhas à volta (e são muitas…), a comida, as pessoas, como que convidam a ficar. Acabei por ficar mais um dia e com vontade de continuar mais tempo…

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Depois de descansar da viagem, continuar a recuperar a perna e passear pela cidade, decidi fazer o “circuito chico“. É que para fazer tudo o que é possível por aqui, acho que nem duas semanas chegam…

Estes são os Montes ("Cerros") que existem à volta de Bariloche!

Estes são os Montes (“Cerros”) que existem à volta de Bariloche!

"circuito chico"

“circuito chico”

Autocarro até ao Cerro Campanário, subir em teleférico e …

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É de ficar sem palavras! Depois aluguei uma…

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… e fui por ali a fora (no sentido dos ponteiros do relógio…).

Almoço na Colónia Suiza, pequeno povoado fundado por uma família suiça, onde  fazem uma feira ao Domingo.

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Foi almoçar e seguir viagem…

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Subidas, descidas, montes, lagos… e muitas paragens para fotos.

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"Salvamento" (com sucesso...) de uns óculos caídos no lago...

“Salvamento” (com sucesso…) de uns óculos caídos no lago…

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Um dia para recordar durante muito tempo. Sem dúvida.

E já se sabe, os dias bons acabam sempre com um bonito…

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… e com um “bife de chorizo” (teve de ser…).

Mas tinha prometido, no post anterior, que falaria sobre Nazis.

É que Bariloche foi porto de abrigo para os Alemães que fugiram para estas paragens, após a II Guerra Mundial.

Existem até “teorias” de que Hitler e Eva Braun viveram por aqui

Erich Priebk, oficial das SS, foi director da Escola Alemã de Bariloche, até ser preso, em 1994, e extraditado para Itália, onde foi julgado.

Josef Mengele (fez, durante a década de 40, duas tentativas para obter, aqui, a carta de condução) e Adolf Eichmann (descoberto pelos serviços secretos israelitas ao participar num encontro de filatelistas, o que ajudou à sua captura quatro anos mais tarde em Buenos Aires) foram referenciados em Bariloche.

Agora é tempo de avançar, ainda mais para norte, até Mendonza.

Até breve!

PS: Ontem tive a sensação que “andei sobre as nuvens…”

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Montes, Glaciar Viedma e novo “record do mundo”…

A última vez que escrevi aqui no blogue foi dia 11/3. Passaram só 4 dias, mas a mim parece-me que foi há tanto, tanto tempo. É que muito aconteceu, desde então.

Fui desde El Calafate até El Chaltén (onde a internet, virtualmente, não existia…), deixando para trás o Glaciar Perito Moreno e o Lago Argentino. Viagem pequena, de quase 300kms.

El Chaltén é considerada a “capital argentina do trekking”… e eu, com o gémeo a recuperar.

A cidade é pequena, mas linda. 1000 habitantes, e sempre (pelo menos…) outros tantos visitantes. Todos para fazer caminhadas, maiores ou menores, pelos montes que circundam a cidade.

Monte Fitz Roy, quase 3400 mts, e o principal atractivo da cidade.

Monte Fitz Roy, quase 3400 mts, e o principal atractivo da cidade.

Além do “Cerro Fitz Roy”, os outros atractivos da cidade são: o “Cerro Torre” e o Lago e Glaciar Viedma.

Fiz uma caminhada pequena, 1:30 na ida e 1:00 na volta, até um mirador, onde se pode ver a “Laguna Torre” mais de perto (o trilho completo leva 4 horas só na ida, por isso decidi poupar a perna e fiz a “parte pequena” do trilho).

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Valeu a pena a caminhada, especialmente pela paisagem e pelas “vistas”…

O dia acabou com um retemperador “Estofado de cordero“, do melhor que já comi na Argentina.

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No dia seguinte fui até ao Lago Viedma, andar de barco e ver o Glaciar Viedma.

Definitivamente, fiquei fã de glaciares!

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Diferente do “Perito Moreno”, mas muito bonito, especialmente os pedaços de gelo que se soltam e ficam a flutuar no lago.Image

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Depois foi tempo de “refazer” a mochila e partir para San Carlos de Bariloche, de autocarro. Saída às 5 da manhã de dia 14/3 e chegada hoje, 15/3, pelas 8 da manhã. 28 horas dentro de um autocarro? Sim, e o record do mundo batido, novamente.

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Já percebi que vou gostar de “Bariloche”. O Hostel é muito engraçado e a cidade parece uma pequena cidade dos Alpes…

Nos próximos dias falarei sobre a cidade, as caminhadas (e voltas de bicicleta…) e … Nazis. Isso mesmo, Nazis.

Até lá, deixo um agradecimento a todos os que têm a paciência para vir aqui ler os relatos da viagem (ainda sem corridas, mas até essas vão voltar em breve…). Agradecimento, também para todas as mensagens e emails que me enviam (Obrigado D. Elisabete, pelas suas palavras tão simpáticas…).

Até breve.

Glaciar Perito Moreno, El Calafate e … gelo.

Depois de passar uns dias por aqui, em El Calafate, e de ter visitado ontem, o Parque Nacional Los Glaciares e os famosos Glaciar Perito Moreno e lago Argentino, está na hora de seguir para norte.

Destino: El Chaltén e continuar a apreciar esta maravilha de paisagem.

Objectivo, ver o Glaciar (e o lago…) Viedma e o Monte Fitz Roy (vamos ver se a perna me permite fazer alguma caminha pelos “montes”. Espero que sim). Tudo isto, ainda dentro dos limites do Parque Nacional.

Se, ao visitar as Cataratas de Iguazú, fiquei fascinado pelo poder da àgua, ontem fiquei surpreendido pelo poder do gelo. É que se um tem a força da água, ontem vi a beleza de uma massa enorme de gelo, que avança lentamente até ir cair, finalmente no lago.

E tive a sorte de ver um enorme bloco a deslizar para a água. Parede tem 50 a 60 metros de altura, e 14 kms de gelo atrás, a empurrar constantemente, mas o que mais impressiona é o barulho constante do que o gelo faz ao movimentar-se, quando se comprime, quando estala. Algo parecido com tiros, foguetes ou trovões, dependendo da intensidade.

E o enorme barulho que faz, quando algum pedaço (maior ou mais pequeno…) cai na água. É, por si só, um espectáculo.

Tive a sorte de ter apanhado um dia que passou de chuva ligeira, para sol. E isso, permitiu-me ver a diferença que a luz produz sobre o gelo. Porque se conseguem perceber, facilmente  as diferenças de cor… Branco e azul, com várias tonalidades. Lindo.

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Foi um dia bem passado, a olhar para gelo.

E a caminho da cidade “as vistas” são estas…

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e um dia, como este só podia acabar assim (e com um bife de chorizo, ao jantar…).

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Até breve.

Agora é seguir sempre para norte…

Deixei Ushuaia e estou em El Calafate.

Mas antes de partir, começando o caminho para norte, fui visitar o Parque Nacional da Terra do Fogo. Mesmo ali ao lado da cidade, por isso a viagem de autocarro é rápida. Depois? Bem, depois é caminhar…

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Fiz o trilho mais a Sul, passando junto à costa e vendo as duas baías e o Canal Beagle. E segui até ao final da “Ruta 3” … 3079 kms de Buenos Aires até aqui.

O parque é natureza pura, com vistas e paisagens deslumbrantes.

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Chega de fotografias, senão nunca mais acabava o post…

Foi um dia muito bem passado, depois de ter estado “fechado” no hostel, por causa da chuva. E ficava a faltar um dia para vir para El Calafate… de avião (sim, quebrei a “promessa” de não voar, mas relação preço/poupança do corpo/tempo de viagem valeu a pena…).

E a corrida em Ushuaia? Bem, essa é outra história. Não muito feliz.

Saí bem cedo, por isso com bastante frio… (as montanhas à volta da cidade estavam brancas da neve…).

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Talvez pelo cansaço da caminhada do dia anterior, do frio, do começo rápido… ou de qualquer outra coisa, por volta do km 3, senti o gémeo da perna esquerda a ceder (ruptura, contractura… alguma “ura” foi de certeza). Parei e tentei perceber o que se passava. Segui novamente para ver se passava a dor e, por volta do km 4,5, … ficou impossível de continuar. Parei e decidi seguir aquela máxima dos corredores de “ouvir o corpo”. Neste caso, ouvi e eram gritos a dizer “pára”…

Caminhei de volta para o hostel, tomei banho, amuei durante um bocado (especialmente por não fazer a “prometida” corrida da “Maltinha da Aroeira”), e entretanto … passou-me. Agora é esperar uns dias e fica tudo bem. Faço nova corrida pela “Maltinha…” e fica tudo resolvido.

Esta não vale para as "contas"...

Esta não vale para as “contas”…

Entretanto, vou tratar de ver como é El Calafate e como vou até aos glaciares, e isso tudo.

Até breve.