Monthly Archives: Abril 2013

“Histórias”

Hoje vou falar de outras coisas, pequenas impressões que vou recordando da viagem.

Como,por exemplo, da Marinha da Bolívia.

Resumindo, no Séc. XIX, o Chile, depois de ganhar a “guerra” (que ficou conhecida como a Guerra do Pacífico) à Bolívia e ao Peru (que combatiam aliados), e à Argentina (ainda hoje existem disputas sobre parte do deserto do Atacama, rico em minerais…), anexou-lhes parte do território. Quem mais perdeu foi a Bolívia que ficou sem acesso ao mar.

As zonas sombreadas foram anexadas pelo Chile.

As zonas sombreadas foram anexadas pelo Chile.

Mas a Bolívia mantém uma orgulhosa Marinha de Guerra, que mais não faz do que patrulhar metade do Lago Titicaca (já que a outra metade pertence ao Peru). Impecavelmente fardados de branco (só não tirei fotos, porque já se sabe que nestas coisas com militares o melhor é estar quieto…), mas (tanto quanto consegui ver) somente com umas lanchas “mal amanhadas”. Navios? Não vi.

Li, num jornal em Copacabana, que o Presidente Evo Morales foi até Haia, ao tribunal internacional, apresentar uma queixa contra o Chile. Objectivo? Recuperar o território anexado pelo Chile há cerca de 150 anos atrás. Para mim, pareceu-me propaganda pura, já que a tal acção contra o Chile provocou um enorme movimento de união na Bolívia.

Outra coisa que me chamou a atenção e me deixou a pensar…

Toda gente na Bolivia, e também no Peru, masca folhas de coca. A pergunta é, onde é que cultivam a coca? Porque, depois de atravessar a Bolívia  e de ter feito parte do Peru, ainda não vi uma única plantação de coca. Bom, em algum lado a devem plantar, eu é que ainda não a vi…

Mas vi culturas de favas, milho, trigo, batatas e quinoa. Até provei a sopa de quinoa e é boa. Outras “especialidades” peruanas são o “porquinho da índia” frito e/ou assado, e a Inca Cola. Claro que tinha de provar. Gostei.

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De resto, os últimos dias foram passados a ver o Lago Titicaca (a cerca de 3800 metros acima do nível do mar), do lado boliviano e peruano. Muito bonito.

Curioso, também, o facto de continuar a encontrar-me com outros viajantes, que fui conhecendo durante a viagem. Ontem foi a vez de me reencontrar com Ben, um australiano, que conheci no hostel em Buenos Aires há dois meses atrás….

Agora estou em Cuzco, no Peru, a tentar perceber como vou fazer para ir ver Machu Picchu. A seguir vou para Lima, já ao nível do mar, o que me permitirá voltar a correr.

Até breve.

PS: Estou a organizar-me para actualizar os registos de doações que foram feitas entretanto. No próximo post trato dessa parte. A internet está muito lenta, por isso coloco poucas fotos…

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Salar de Uyuni e La Paz

Os últimos dias foram agitados…

Primeiro, pelo tour pelo deserto boliviano, para ver (entre muitas outras coisas…) o Salar de Uyuni.

Depois, pela tentativa, frustrada, de chegar a Sucre.

Começando pelo Tour, com partida de Tupiza e chegada a Uyuni.

Pelo meio? Quatro dias, três noites e 1000 kms de paisagens únicas.

6 pessoas dentro de um Toyota Land Cruiser, durante 4 dias? Sim, e de forma tranquila e bem disposta.

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Alfredo, o condutor, um boliviano típico, baixo, reservado e sempre a mascar folhas de coca.

Verónica, a cozinheira. Reservada, atenta e mulher do Alfredo.

Emily e Richard, um jovem casal, ela americana e ele inglês.

Allen, um australiano de origem croata.

E eu, claro.

Equipa 5 estrelas. Correu tudo bem.

O tour incluía  3 refeições por dia, alojamento e … a possibilidade de ver montes, vales, animais, povoados e, claro, o Salar de Uyuni.

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Comida? Pequeno-almoço com panquecas, pão, café, leite, dulce de leche, compotas, bolo… excelente, sempre.

Almoço e jantar com frango assado, panados, bolonhesa, pique macho (prato típico boliviano, com carne, salsichas, cebola, batatas fritas … bem picante), saladas, sopa de legumes (à noite), e um sem número de cuidados, como sumos ou iogurte  a meio da manhã, e chá, bolachas e pipocas (acabadas de fazer. Bem boas que eram…), enquanto esperávamos, ao final do dia, pelo jantar.

Tudo isto, juntamente com a bilha de gás, era carregado e descarregado (com a nossa ajuda) do jeep para as cozinhas (onde existem fogões e fornos) dos abrigos que fomos utilizando.

Já os abrigos, em si, são isso mesmo… abrigos. Pequenas casas, algures no meio do percurso. Nada de luxos, bem entendido. E é preciso notar que, por estas bandas, tomar banho é um luxo.

Mas a viagem valeu a pena.

Paisagens muito, muito bonitas.

Montanhas, vales, desertos, lagoas coloridas, gueisers, quase sempre à volta dos 4000 e muitos metros de altitude (com uma subida aos 5000 metros).

Ver o nascer e o pôr-do-sol sobre estas paisagens e, por fim, visitar o Salar de Uyuni.

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O salar, com os seus 11000 metros quadrados de sal, cerca de 110 metros de profundidade, e com ilhas pelo meio, é impressionante.

Na última noite, todo o abrigo era feito de sal; do chão, aos tijolos das paredes, das mesas às camas. Engraçado!

Mas claro que foi cansativo, porque os caminhos são de terra, cheios de pedras, e as camas nos abrigos são duras…

Foi, de facto, uma experiência única.

Chegado a Uyuni, pensei ficar uma noite, mas depois de alugar um quarto (por menos de 4 €uros…),tomar um banho quente e dar uma volta pela cidade (que não tem nenhum tipo de atractivo), decidi seguir, nesse mesmo dia, pelas 20:00, para Sucre, esta sim uma cidade, fundada pelos espanhóis e património da humanidade, com muito para ver.

Acompanhado da minha manta, porque depois da viagem anterior, ando sempre com uma na mochila, lá segui para Sucre. Viagem normal, até termos parado ao fim de umas horas. Nada de estranho (pelo menos, para mim), já que estava a dormir. Mas pela manhã, e com a confusão que se instalou, percebi que havia algo de errado. E o errado foi que a estrada estava bloqueada pela polícia. Isto porque, uns kms mais à frente, populares tinham bloqueado a estrada com pedras para reclamar mais escolas e pontes (por aquilo que fui ouvindo dizer aos bolivianos que seguiam no autocarro). Carros ligeiros, camiões e autocarros, não passava ninguém.

Depois de andar por ali um bocado, ouvi um tenente da polícia (e na Bolívia,  um tenente da polícia anda de sapatos de corrida New Balance, calças de fato de treino e casaco camuflado…) dizer que não podia garantir a segurança de ninguém nos kms seguintes, e que existia quem se aproveitasse destas confusões para fazer roubos, pelo que decidi voltar para o autocarro. Nesta fase, já os “turistas” estavam todos juntos, 3 escoceses, 3 dinamarqueses, uma mexicana, um israelita e eu, a decidir o que fazer. Decisão foi, e aproveitando o facto de alguns autocarros estarem a voltar para a cidade mais perto – Potosi -, tentar entrar num deles. Lá voltei para trás, e decidi seguir directo para La Paz, para onde já estava previsto ir depois de passar uns dias em Sucre. No terminal de autocarros comprei um bilhete para La Paz (partida pelas 22:00) e, como tinha tempo, fui visitar o centro da cidade.

Ando com jeito para “protestos”, porque na praça principal estava a decorrer uma manifestação de mineiros…

De volta ao terminal, acabei por ficar na conversa com um sueco que ia seguir à mesma hora para a Argentina.

Mas ainda tive tempo para reencontrar um francês, com quem já me cruzei 3 vezes (Puerto Madryn, San Pedro de Atacama e Potosi), e um espanhol, que já não via desde Ushuaia (depois de termos estado no mesmo hostel em Puerto Madryn e de termos feito visita ao Parque Nacional, em Ushuaia, juntos) e que também vinha para La Paz, no mesmo autocarro que eu… Quando nos despedimos, na Argentina, combinámos que, na próxima oportunidade, íamos tomar umas “cañas”, por isso, provavelmente, hoje vamos beber uma cerveja juntos.

Entretanto, lá chegámos a La Paz sem sobresaltos. Nos próximos dias vou dar uns passeios por aqui, para conhecer a cidade.

Claro que correr na capital mais alta do mundo, com os seus cerca de 3600 metros de altitude, continua a não ser boa ideia. Pela altitude, mas também pela confusão caótica que é a cidade, por aquilo que já vi.

Vou ter de arranjar maneira, com a brevidade possível, de recuperar as corridas em atraso.

Tenho é de descobrir como, quando e onde, porque nos próximos tempos vou andar sempre pelas “alturas”. Mas com certeza que alguma solução se vai arranjar.

Por isso,

Até breve…

San Pedro de Atacama, altitude 2500 metros (Parte II)

Dizia eu, até onde a internet chilena me deixou, que provei Mote con huesillo (sumo de pêssego, um pêssego desidratado dentro e trigo para comer no final). Aqui fica uma foto do aspecto (um pouco mais apresentável do que o que eu bebi/comi).

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O aspecto pode não ser o melhor, mas gostei.

Sem entrar em grandes detalhes, visitei (acho eu…) tudo o que havia a visitar em San Pedro de Atacama. Deserto, lagoas e geisers. E vi flamingos, guanacos, vacunos, alpacas, lamas, raposas e gaivotas.

Ficam algumas fotos.

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Tudo muito bonito!

Mas estava na hora de deixar o Chile e seguir para a Bolívia. Por isso, tratei de arranjar viagem até Uyuni e depois até Tupiza, onde me encontro.

Objectivo? Fazer um tour de 4 dias que me levará a conhecer toda a parte boliviana do deserto, nomeadamente o famoso Salar de Uyuni.

Não sei se terá sido a melhor opção, porque a viagem foi, desde que saí de casa, a mais dura que passei. Muito, muito dura.

Saída de San Pedro de Atacama pelas 8 da manhã, cumprir as formalidades da fronteira (lado chileno), que foram realizadas logo ali na cidade. Seguiu-se uma viagem de hora e meia, num autocarro, até à fronteira com a Bolívia (já a 4500 metros de altitude). Finalmente, não sei quanto tempo depois, encontrei um Português, aqui no posto de fronteira. Posto fronteiriço do mais rústico que pode haver…

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Próximo passo, entrar para um Toyota Land Cruiser e fazer viagem até às 7 da tarde, por estradas(?) de terra batida, passando por montes, vales, ribeiros… tudo o que se possa imaginar, para me fazer “chocalhar os ossos” de uma maneira terrível.

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Foi uma verdadeira aventura, que incluiu auxilio a um outro 4×4 a quem saltou uma roda, almoço preparado (pelas mesmas mãos, não lavadas, que auxiliaram o arranjo da roda) e comido perto de uma lagoa com uma vista espectacular e, para acabar, um furo.

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Não satisfeito, decidi seguir de autocarro, nesse mesmo dia, para Tupiza. Saída às 20h e chegada por volta das três e meia da manhã. Autocarro velho, com um frio quase insuportável, porque de noite o frio é muito e o autocarro parecia um frigorífico, e mais “chocalhar de ossos” e pó por todo o lado. Arrependi-me tanto, tanto… Por isso, passei quase um dia e meio a dormir (entre a noite e sestas).

A mochila ficou assim…Image

Agora vou colocar o meu protector 50 e dar uns mergulhos, porque preciso de relaxar para me preparar amanhã, ou Sábado, para fazer um tour. Gostei tanto de viagens 4×4, que agora vou fazer uma viagem de 4 dias num!

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Nota final para dois novos donativos.

Um que veio dos Estados Unidos, com os Souza a doarem 20 Usd por mês para o Wounded Warrior Project. Vou ter de fazer 3 kms mensais …

Outro do Rui Ressurreição, para o Movimento ao Serviço da Vida. Tenho de dar “30 passos”…

Obrigado a todos.

Até breve, ainda por terras bolivianas.

San Pedro de Atacama, altitude 2500 metros (Parte I)

O titulo do post também podia ser: “Novo record batido”. Estive nos 5 mil metros de altitude, pela primeira vez.

Depois de sair de Valparaiso, e de me ter despedido de Santiago, segui para norte, para San Pedro de Atacama. Depois das (já) normais 20 horas de autocarro, cheguei. Cansado, mas expectante. É que, depois de ter lido “As Rosas do Atacama” do Luis Sepúlveda, fiquei com vontade de cá vir (por isso, leiam o livro e arrisquem-se a ficar com a mesma vontade…Mas depois não digam que a “culpa” é minha).

Claro que, quando as expectativas são altas, normalmente, ficamos um pouco desiludidos quando, finalmente, podemos concretizar a visita. Não me aconteceu. Trazia expectativas altas e, mesmo assim, achei tudo absolutamente deslumbrante.

Cheguei para ficar 3 dias e fiquei 5. Fiz os clássicos tours pelas redondezas e gostei, gostei muito.

Visitei a Laguna Cejar, com lagoas salgadas, onde, por causa da densidade do sal (7 vezes superior à do mar), se pode flutuar. Paisagem (especialmente com a luz do pôr-do-sol) deslumbrante e experiência única.

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Depois fui, pelas 7 da manhã, ver as Lagunas Altiplanicas. Volta maior, onde conheci 4 brasileiros super simpáticos, gente boa mesmo. Para mais, ficaram solidários com o “estado” da minha máquina fotográfica e, além de me tirarem um montão de fotos, ainda se disponibilizaram a dar-me as cópias.

As Lagunas Altiplanicas ficam quase a 5 mil metros de altitude.

E aqui faço uma pequena nota para dizer que um “tuga”, nascido e criado ao nível do mar, não está preparado para estas altitudes. Segredo é, como dizem por aqui, andar lentitocomer poquito. Abandonei rapidamente o meu passo habitual, porque qualquer caminhada de 10 minutos me deixava quase ofegante. Isto a 2500 metros… Fácil de imaginar como fico a 4000 e a 5000 metros. Além de que pode ser perigoso para a saúde. Por isso, corridas por aqui, nem pensar. Vou arranjar maneira, mais tarde, de fazer as (muitas) corridas que preciso de fazer.

Voltando ao tour… Para chegar ao destino final passámos por mais lagoas, desta vez com uma imensidão de sal à volta, cheiro a enxofre e com … flamingos.  A paisagem é de ficar sem palavras.

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Depois seguimos para um pequeno pueblo, ver a igreja local e as hortas com favas, milho, batatas e pequenos tomates.

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… e depois, sim, as espectaculares Lagunas Altiplanicas.

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O vulcão está a 5600 metros de altitude, e é muito engraçado reparar que acima dos 5000 metros nada cresce. Respirar aqui? Muito difícil.

A seguir ainda passámos por mais um pueblo, onde estava a acontecer uma pequena feira/festa.

Provei, finalmente (já tinha visto em Santiago, mas não tive “coragem” de experimentar…), porque é refrescante e nutritivo, o Mote con huesillo (sumo de pêssego, um pêssego desidratado dentro e trigo para comer no final). Muito bom.

Manhã muito bem passada, esta. Pela companhia, pelas paisagens deslumbrantes.

E o dia continuou … mas como a internet não funciona e não consigo carregar mais fotos, conto-vos o resto logo que possível…

Até breve, comigo já na Bolívia, para onde vou amanhã.

Santiago – Valparaíso – Santiago

Depois de passar uns dias em Santiago, foi tempo de ir até Valparaíso.

Cidade junto à costa, Património da Humanidade, um ex-libris do Chile.

Fui, recomendado pela Amanda e o Eduardo, e fiquei num hostel simpático. Era para ter ficado 3 noites. Fiquei 5… Gostei do local e achei melhor não viajar durante o fim de semana da Páscoa. Não me arrependi.

Cidade cresceu do porto para os morros envolventes. Colorida, desordenada, mas bonita.

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Tinha prometido uma corrida à Amanda e ao Eduardo (que me enviou sugestão de percurso e tudo…),  pela doação que fizeram ao Grupo de Apoio à Criança Carente com Câncer. Fiz a corrida, sofrida, porque com a partida na Plaza Sotomayor em direcção à casa-museu Pablo Neruda, é sempre a subir , mas a subir bem, nos primeiros 1500 mts.

As pernas andam fracas para estas “aventuras”, mas a promessa ficou cumprida. Corridos 6,5 Kms (apesar do registo mostrar menos um km, porque na última paragem para fotos não fiz “start” no relógio…)

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Passei os dias a subir e a descer “montes”, a ver miradouros, casas coloridas, murais… a passear.

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Entretanto, ainda fui visitar Vinã del Mar, mesmo ali ao lado, mais moderna, com praia, mas sem o encanto de Valparaíso.

Experimentei novas comidas. Peixe grelhado, ceviche.

Novas bebidas (e que boas…), pisco sour, terramoto.

Um destes dias, quando voltar, organizo uma tarde de comidas e bebidas sul americanas. Pode ser que apareçam destemidos interessados em provar.

Regressei a Santiago, por dois dias, e amanhã sigo para São Pedro de Atacama, para ver o famoso deserto e lagos da região.

Depois? Bom, depois vou mudar novamente de país e seguir até à Bolívia.

Quando estiver por São Pedro de Atacama, vou estar quase no mesmo paralelo de Assunção, no Paraguay, por onde comecei a viagem na América do Sul, no inicio de Fevereiro.

Estou, por isso, já em contagem decrescente para voltar.

E continuo sem encontrar portugueses… apesar de já me ter cruzado com pessoas de tantos países, ainda nada de “tugas”.

flags… e, se calhar, ainda me escapa algum país.

Entretanto, fiquei a saber que o HealhClub Gingko (no Taguspark) está a convidar os seus membros a fazer uma doação para OIS Associação. Para mim fica a parte de correr uns kms. Vamos ver quantos, mas sejam quantos forem, serão feitos com prazer.

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Vou continuar a dar novidades por aqui. Assim a internet o permita.

Até breve.

PS: Vamos ver como vão sair as fotos daqui para a frente. É que a máquina fotográfica teve um “acidente” e ficou assim. Funciona, só que agora está no modo “apontar, tirar foto e depois logo se vê”…

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