San Pedro de Atacama, altitude 2500 metros (Parte I)

O titulo do post também podia ser: “Novo record batido”. Estive nos 5 mil metros de altitude, pela primeira vez.

Depois de sair de Valparaiso, e de me ter despedido de Santiago, segui para norte, para San Pedro de Atacama. Depois das (já) normais 20 horas de autocarro, cheguei. Cansado, mas expectante. É que, depois de ter lido “As Rosas do Atacama” do Luis Sepúlveda, fiquei com vontade de cá vir (por isso, leiam o livro e arrisquem-se a ficar com a mesma vontade…Mas depois não digam que a “culpa” é minha).

Claro que, quando as expectativas são altas, normalmente, ficamos um pouco desiludidos quando, finalmente, podemos concretizar a visita. Não me aconteceu. Trazia expectativas altas e, mesmo assim, achei tudo absolutamente deslumbrante.

Cheguei para ficar 3 dias e fiquei 5. Fiz os clássicos tours pelas redondezas e gostei, gostei muito.

Visitei a Laguna Cejar, com lagoas salgadas, onde, por causa da densidade do sal (7 vezes superior à do mar), se pode flutuar. Paisagem (especialmente com a luz do pôr-do-sol) deslumbrante e experiência única.

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Depois fui, pelas 7 da manhã, ver as Lagunas Altiplanicas. Volta maior, onde conheci 4 brasileiros super simpáticos, gente boa mesmo. Para mais, ficaram solidários com o “estado” da minha máquina fotográfica e, além de me tirarem um montão de fotos, ainda se disponibilizaram a dar-me as cópias.

As Lagunas Altiplanicas ficam quase a 5 mil metros de altitude.

E aqui faço uma pequena nota para dizer que um “tuga”, nascido e criado ao nível do mar, não está preparado para estas altitudes. Segredo é, como dizem por aqui, andar lentitocomer poquito. Abandonei rapidamente o meu passo habitual, porque qualquer caminhada de 10 minutos me deixava quase ofegante. Isto a 2500 metros… Fácil de imaginar como fico a 4000 e a 5000 metros. Além de que pode ser perigoso para a saúde. Por isso, corridas por aqui, nem pensar. Vou arranjar maneira, mais tarde, de fazer as (muitas) corridas que preciso de fazer.

Voltando ao tour… Para chegar ao destino final passámos por mais lagoas, desta vez com uma imensidão de sal à volta, cheiro a enxofre e com … flamingos.  A paisagem é de ficar sem palavras.

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Depois seguimos para um pequeno pueblo, ver a igreja local e as hortas com favas, milho, batatas e pequenos tomates.

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… e depois, sim, as espectaculares Lagunas Altiplanicas.

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O vulcão está a 5600 metros de altitude, e é muito engraçado reparar que acima dos 5000 metros nada cresce. Respirar aqui? Muito difícil.

A seguir ainda passámos por mais um pueblo, onde estava a acontecer uma pequena feira/festa.

Provei, finalmente (já tinha visto em Santiago, mas não tive “coragem” de experimentar…), porque é refrescante e nutritivo, o Mote con huesillo (sumo de pêssego, um pêssego desidratado dentro e trigo para comer no final). Muito bom.

Manhã muito bem passada, esta. Pela companhia, pelas paisagens deslumbrantes.

E o dia continuou … mas como a internet não funciona e não consigo carregar mais fotos, conto-vos o resto logo que possível…

Até breve, comigo já na Bolívia, para onde vou amanhã.

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4 responses to “San Pedro de Atacama, altitude 2500 metros (Parte I)

  1. muito bom!!!!!!!!!!!!!

  2. Sem palavras!! Belo!!

  3. Muito bonitas as paisagens! Apenas odiei o mote con huesillos hahaha.

  4. A tua descrição, insere-nos na paisagem. Thanks mate!

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