Salar de Uyuni e La Paz

Os últimos dias foram agitados…

Primeiro, pelo tour pelo deserto boliviano, para ver (entre muitas outras coisas…) o Salar de Uyuni.

Depois, pela tentativa, frustrada, de chegar a Sucre.

Começando pelo Tour, com partida de Tupiza e chegada a Uyuni.

Pelo meio? Quatro dias, três noites e 1000 kms de paisagens únicas.

6 pessoas dentro de um Toyota Land Cruiser, durante 4 dias? Sim, e de forma tranquila e bem disposta.

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Alfredo, o condutor, um boliviano típico, baixo, reservado e sempre a mascar folhas de coca.

Verónica, a cozinheira. Reservada, atenta e mulher do Alfredo.

Emily e Richard, um jovem casal, ela americana e ele inglês.

Allen, um australiano de origem croata.

E eu, claro.

Equipa 5 estrelas. Correu tudo bem.

O tour incluía  3 refeições por dia, alojamento e … a possibilidade de ver montes, vales, animais, povoados e, claro, o Salar de Uyuni.

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Comida? Pequeno-almoço com panquecas, pão, café, leite, dulce de leche, compotas, bolo… excelente, sempre.

Almoço e jantar com frango assado, panados, bolonhesa, pique macho (prato típico boliviano, com carne, salsichas, cebola, batatas fritas … bem picante), saladas, sopa de legumes (à noite), e um sem número de cuidados, como sumos ou iogurte  a meio da manhã, e chá, bolachas e pipocas (acabadas de fazer. Bem boas que eram…), enquanto esperávamos, ao final do dia, pelo jantar.

Tudo isto, juntamente com a bilha de gás, era carregado e descarregado (com a nossa ajuda) do jeep para as cozinhas (onde existem fogões e fornos) dos abrigos que fomos utilizando.

Já os abrigos, em si, são isso mesmo… abrigos. Pequenas casas, algures no meio do percurso. Nada de luxos, bem entendido. E é preciso notar que, por estas bandas, tomar banho é um luxo.

Mas a viagem valeu a pena.

Paisagens muito, muito bonitas.

Montanhas, vales, desertos, lagoas coloridas, gueisers, quase sempre à volta dos 4000 e muitos metros de altitude (com uma subida aos 5000 metros).

Ver o nascer e o pôr-do-sol sobre estas paisagens e, por fim, visitar o Salar de Uyuni.

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O salar, com os seus 11000 metros quadrados de sal, cerca de 110 metros de profundidade, e com ilhas pelo meio, é impressionante.

Na última noite, todo o abrigo era feito de sal; do chão, aos tijolos das paredes, das mesas às camas. Engraçado!

Mas claro que foi cansativo, porque os caminhos são de terra, cheios de pedras, e as camas nos abrigos são duras…

Foi, de facto, uma experiência única.

Chegado a Uyuni, pensei ficar uma noite, mas depois de alugar um quarto (por menos de 4 €uros…),tomar um banho quente e dar uma volta pela cidade (que não tem nenhum tipo de atractivo), decidi seguir, nesse mesmo dia, pelas 20:00, para Sucre, esta sim uma cidade, fundada pelos espanhóis e património da humanidade, com muito para ver.

Acompanhado da minha manta, porque depois da viagem anterior, ando sempre com uma na mochila, lá segui para Sucre. Viagem normal, até termos parado ao fim de umas horas. Nada de estranho (pelo menos, para mim), já que estava a dormir. Mas pela manhã, e com a confusão que se instalou, percebi que havia algo de errado. E o errado foi que a estrada estava bloqueada pela polícia. Isto porque, uns kms mais à frente, populares tinham bloqueado a estrada com pedras para reclamar mais escolas e pontes (por aquilo que fui ouvindo dizer aos bolivianos que seguiam no autocarro). Carros ligeiros, camiões e autocarros, não passava ninguém.

Depois de andar por ali um bocado, ouvi um tenente da polícia (e na Bolívia,  um tenente da polícia anda de sapatos de corrida New Balance, calças de fato de treino e casaco camuflado…) dizer que não podia garantir a segurança de ninguém nos kms seguintes, e que existia quem se aproveitasse destas confusões para fazer roubos, pelo que decidi voltar para o autocarro. Nesta fase, já os “turistas” estavam todos juntos, 3 escoceses, 3 dinamarqueses, uma mexicana, um israelita e eu, a decidir o que fazer. Decisão foi, e aproveitando o facto de alguns autocarros estarem a voltar para a cidade mais perto – Potosi -, tentar entrar num deles. Lá voltei para trás, e decidi seguir directo para La Paz, para onde já estava previsto ir depois de passar uns dias em Sucre. No terminal de autocarros comprei um bilhete para La Paz (partida pelas 22:00) e, como tinha tempo, fui visitar o centro da cidade.

Ando com jeito para “protestos”, porque na praça principal estava a decorrer uma manifestação de mineiros…

De volta ao terminal, acabei por ficar na conversa com um sueco que ia seguir à mesma hora para a Argentina.

Mas ainda tive tempo para reencontrar um francês, com quem já me cruzei 3 vezes (Puerto Madryn, San Pedro de Atacama e Potosi), e um espanhol, que já não via desde Ushuaia (depois de termos estado no mesmo hostel em Puerto Madryn e de termos feito visita ao Parque Nacional, em Ushuaia, juntos) e que também vinha para La Paz, no mesmo autocarro que eu… Quando nos despedimos, na Argentina, combinámos que, na próxima oportunidade, íamos tomar umas “cañas”, por isso, provavelmente, hoje vamos beber uma cerveja juntos.

Entretanto, lá chegámos a La Paz sem sobresaltos. Nos próximos dias vou dar uns passeios por aqui, para conhecer a cidade.

Claro que correr na capital mais alta do mundo, com os seus cerca de 3600 metros de altitude, continua a não ser boa ideia. Pela altitude, mas também pela confusão caótica que é a cidade, por aquilo que já vi.

Vou ter de arranjar maneira, com a brevidade possível, de recuperar as corridas em atraso.

Tenho é de descobrir como, quando e onde, porque nos próximos tempos vou andar sempre pelas “alturas”. Mas com certeza que alguma solução se vai arranjar.

Por isso,

Até breve…

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One response to “Salar de Uyuni e La Paz

  1. Não sei o que dizem os Bolivios sobre a paisagem, não parece haver por lá muitos (pelo menos mostram algum juizo), mas cá para mim, são ESPETACULARES.
    Um grande abraço amigo e cuidado com o sol.

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