Monthly Archives: Maio 2013

Praia e montanha, novamente…

Os dias em Máncora serviram para descansar, correr e fazer um pouco de praia.

Sobre praia e descanso não há muito a dizer. Bom, de facto, sobre as corridas, também não. Mas ficaram feitas algumas das que estavam “agendadas”.

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PS: Por favor, não fazer comentários aos tempos, ok?

Fiz as corridas da Ana Marques, Ana Jorge Branco, Richard & Paula Souza, Restaurante Cartaxeiro e Susana Albuquerque.

Lentas, porque as pernas andam sem treino, e porque correr na areia é duro e torna tudo mais lento. Entre areia mole, pés molhados, tirar fotos, olhos a arder pela mistura de suor e protector solar, e calor, o importante é que ficaram feitas.

Valeu por isso, pelo “passeio pela praia” e pelos banhos no final das corridas.

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E claro, todos os dias que corri, acabei por ter de lavar os sapatos de corrida, porque ficavam encharcados em água salgada….

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Gostei de Máncora, com o seu estilo de vida “chinelo no pé”, a praia, os pequenos restaurantes (onde comi o melhor ceviche da viagem).

Mas estava na altura de seguir. Por isso, avancei para o Equador.

Em vez da tradicional viagem de autocarro, desta vez fiz duas! Uma de Máncora para Guayaquil (já no Equador), feita de noite (com saída pela 21 e chegada às 3:30), e daqui para Quito (partida pelas 6 e chegada às 14:30).

Viagem cansativa, mas que me permitiu ir vendo as paisagens do Equador.Tudo muito verde, tropical… E lá fui subindo, até chegar aos 2820 metros de Quito.

Destaque (especialmente para um coleccionador de autocolantes de bananas… sim, aqueles pequenos autocolantes colados nas bananas dão uma bonita colecção!) para as enormes plantações de bananas. Já posso dizer que vi plantações da Dole e da Chiquita. Mas há muita fruta à venda pela estrada fora… bananas, ananás, maracujá, melancia, morangos.

Outras notas do Equador.

Nem sei qual o nome da moeda local, mas os dólares americanos são a moeda corrente. E a vida é barata. Ontem, sem procurar muito, jantei por 2,5 dólares. Uma espetada, batatas assadas, salada e uma coca-cola.

Hoje ia subir num teleférico até ao cimo de uma das montanhas que rodeiam a cidade. Acordei e mudei de planos. Está coberto de nuvens, por isso a viagem ia ser em vão.

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Alternativa é ir dar um passeio pela zona histórica da cidade, que é mesmo aqui ao lado.

Amanhã vou tentar ir até “Equador latitude 0º, 0´, 0´”… ou como chamam por aqui “Mitad del Mundo”. Dizem que sobre a linha do equador se pesa menos…

Até breve.

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Machu Picchu, “histórias III”, donativos e corridas…

Hoje espero, finalmente, conseguir falar sobre tudo isto.

Primeiro, Machu Picchu. Talvez um dos locais mais bonitos onde já estive nesta viagem, e digo talvez, porque não me consigo esquecer da beleza das Cataratas de Iguazu, do glaciar Perito Moreno ou de Bariloche. Isto de fazer rankings tem sempre algo de injusto… por isso, vou resistir à tentação de fazer um “top 5” (muito ao estilo do John Cusack, num dos meus filmes favoritos, High Fidelity).

Tinha várias hipóteses para subir até Machu Picchu (desde caminhadas de vários dias até visita – partindo de Cusco – de um dia). Acabei por optar por ir de comboio num dia, dormir em Aguas Calientes (cidade ponto de entrada para a montanha), subir o mais cedo possível, e regressar ao fim da tarde a Cusco.

Tratei de tudo com uma agência (comboio, alojamento e entrada na montanha), deixei ficar a mochila no Hostel, em Cusco, e lá fui eu com uma muda de roupa.

Comecei por sair atrasado do Hostel (ficaram de me vir buscar às 8:40 para ir de carrinha até à estação de onde parte o comboio, mas horários para sul americanos é coisa que não existe, por isso vieram buscar-me quase às 9:30), e depois de uma viagem de 1:30 numa carrinha apinhada de “Gringos” (e aqui, qualquer estrangeiro é um gringo…), claro que cheguei atrasado à estação em  Ollantaytambo (onde já tinha estado quando visitei o Vale Sagrado dos Incas). Poucos minutos, mas atrasado. O comboio tinha partido e agora diziam-me que não podia trocar o bilhete. Mau, fiquei a pensar que, pela primeira vez em 4 meses, alguma coisa não ia correr bem. Liguei (várias vezes) para a agência, de onde me acabaram por dizer que a alternativa era comprar novo bilhete (cerca de 50 Usd) e que depois seria reembolsado. Não acreditei muito na parte do reembolso, mas não tinha alternativa.

Lá apanhei o comboio e segui, durante uma hora e pouco, até Aguas Calientes.

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Pequena nota para falar dos preços dos bilhetes. Existem carruagens para “locais” e para “estrangeiros”. Carruagens iguais e preços diferentes. Um local paga algo como 3 Usd, e um estrangeiro cerca de 50 Usd… Mas não há outra maneira de chegar a Macchu Picchu (a não ser que se vá a pé durante uns dias…). Acabei por ficar contente por SÓ cobrarem este valor, senão lá teria de pagar mais…

Cheguei a Aguas Calientes, que vive só do turismo, e fui até uma espécie de piscinas naturais de água  quente… Fiquei “de molho” até estar todo enrugado, mas soube mesmo bem.

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Tratei depois de ir levantar o bilhete de autocarro (para subir até “lá acima”, já que tinha decidido descer a pé), e da entrada em Machu Picchu. Bom, mas era 1 de Maio e não foi possível. Mas lá me informaram que o podia fazer no dia seguinte, às 5:30 da manhã. Nada de grave para quem gosta de se levantar cedo, e como queria subir o mais cedo possível… até calhou bem.

Conclusão, 6:30 (depois de 25 minutos a subir de autocarro), estava a entrar em Machu Picchu.

E tudo aquilo impressiona, e muito!

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Uma hora e meia para descer até Aguas Calientes por um caminho assim… Lindo!

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Foi um dia muito bem passado, daqueles que não se esquecem nunca mais.

PS: e sim, fui reembolsado do valor do bilhete do comboio. Muito bom.

PS I: fiquei com pena de não ter uma máquina fotográfica em condições. No mínimo sem ter o visor partido…

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“histórias III”

Tenho reparado, e já há algum tempo que queria escrever sobre isto, que, especialmente, na Bolívia e no Peru, os carros, camiões e autocarros são quase todos asiáticos. E se marcas como, Toyota, Nissan, Hyundai, são comuns na Europa, que dizer de marcas como Changfeng, Chery, Dongfeng, Great Wall, Zhongxing. É que por aqui são comuns…

Vou tentar perceber melhor, nos próximos dias, o porquê….

Outra forma de transporte comum na Bolívia e no Peru são (nem sei como chamar-lhe…) as moto-táxi(?). Utilizadas por toda a gente para trajectos pequenos, são baratas e resultam. Aqui em Máncora andei numa muito parecida com a da foto.

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Donativos

A Família Correia Marques/Rosa, fez um donativo de 70 €uros para a MovApLar- Movimento de Apoio a Laringectomizados.

Obrigado pela doação.

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Corridas

Hoje fiz mais uma corrida. Corrida que a Ana Marques me pediu que fosse feita hoje, no dia de aniversário de um familiar.

Saí pelas 7 e pouco, e como não é viável correr na estrada, fui até à praia tentar fazer 10 kms.

Muito protector solar 50 em cima, e lá fui eu.

E, pela primeira vez, desde que estou na América do Sul, corri na praia. Não que eu goste, porque não gosto, mas sem melhor alternativa, teve de ser. Claro que foi dura e mais lenta, mas nem tudo é mau. Acabar a corrida e dar uns mergulhos na praia, é excelente!

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Agora vou descansar e dar uns mergulhos, que amanhã tenho mais uma corrida para fazer.

Até breve.

Os dias passam…

Bem, já não escrevo há tanto tempo que nem sei por onde começar…

Mas quero falar de Cusco, do Vale Sagrado dos Incas, de Machu Picchu, de Lima, de corridas, do valor angariado até ao momento e … do regresso a Portugal, que está para breve.

Cusco, Vale Sagrado dos Incas e Machu Picchu são, sem dúvida, um “must do” para quem pensa viajar e conhecer a América Latina. Pela beleza, pela diferença, pelas paisagens, por toda a experiência que possibilitam.

Cusco foi (e é assim que se auto-denomina) o “umbigo” da civilização Inca. Pensar que a construíram com a forma de um puma, é absolutamente genial. Isto porque para os Incas existiam 3 mundos (dos deuses, dos homens e dos mortos) e cada mundo era representado por um animal (condor, puma e serpente, respectivamente).

Fotos de Cusco (algumas…)

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Depois fui fazer o “Vale Sagrado dos Incas”, onde visitei algumas ruínas e viajei por montes e vales com uma beleza única. Pisaq e Ollantaytambo são espectaculares.

Pisaq…

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Ollantaytambo…

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E entretanto fui, durante dois dias, visitar Machu Picchu. Mas esta visita merece um post próprio… Que farei nos próximos dias.

Quanto a corridas, voltei finalmente a correr. Já tinha saudades e, com o atraso que estou, e agora ao nível do mar, vou tentar correr o máximo possível.

Lista de corridas que preciso de fazer:

– Mónica e Marco e Mariana (feita em Lima)
– Xana e Beto (feita em Lima)
– Pais
– Ana Pedro e amigos (feita em Lima)
– “maltinha da Aroeira” (feita em Lima)
– Ana Jorge Branco
– Restaurante Cartaxeiro
– Rui Ressurreição
– Susana Albuquerque (3 corridas, a fazer)
– Richard & Paula Souza (4 corridas, a fazer)
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Aqui em Lima, cidade que adorei (tive aquele pensamento “podia e gostava de viver nesta cidade”, o que diz tudo sobre o que penso da cidade), existem parques e circuitos para andar de bicicleta e correr. Tive de aproveitar. As pernas andam sem treino, mas, mesmo assim, foram corridas boas!

A internet está a ficar impossível (não me deixa carregar mais fotos, por ex:), mas quero ainda agradecer a quem se tem mobilizado para fazer donativos:

Projeto MIV – Manual de Instruções para a Vida
Quem recebeu – CIJE – Casa da Infância e Juventude (Castelo Branco);
ERID – Associação Educar, Reabilitar e Incluir Diferenças (Castelo Branco);
Obra das Missionárias da Caridade (Lisboa).

Valor oferecido – 94,92€
Km a percorrer – 9,492Km

Rui Falhas Santos

Quem recebeu: Terra dos Sonhos

Valor oferecido – 10€
Km a percorrer – 10Km

O meu obrigado a todos.

Até breve.