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Machu Picchu, “histórias III”, donativos e corridas…

Hoje espero, finalmente, conseguir falar sobre tudo isto.

Primeiro, Machu Picchu. Talvez um dos locais mais bonitos onde já estive nesta viagem, e digo talvez, porque não me consigo esquecer da beleza das Cataratas de Iguazu, do glaciar Perito Moreno ou de Bariloche. Isto de fazer rankings tem sempre algo de injusto… por isso, vou resistir à tentação de fazer um “top 5” (muito ao estilo do John Cusack, num dos meus filmes favoritos, High Fidelity).

Tinha várias hipóteses para subir até Machu Picchu (desde caminhadas de vários dias até visita – partindo de Cusco – de um dia). Acabei por optar por ir de comboio num dia, dormir em Aguas Calientes (cidade ponto de entrada para a montanha), subir o mais cedo possível, e regressar ao fim da tarde a Cusco.

Tratei de tudo com uma agência (comboio, alojamento e entrada na montanha), deixei ficar a mochila no Hostel, em Cusco, e lá fui eu com uma muda de roupa.

Comecei por sair atrasado do Hostel (ficaram de me vir buscar às 8:40 para ir de carrinha até à estação de onde parte o comboio, mas horários para sul americanos é coisa que não existe, por isso vieram buscar-me quase às 9:30), e depois de uma viagem de 1:30 numa carrinha apinhada de “Gringos” (e aqui, qualquer estrangeiro é um gringo…), claro que cheguei atrasado à estação em  Ollantaytambo (onde já tinha estado quando visitei o Vale Sagrado dos Incas). Poucos minutos, mas atrasado. O comboio tinha partido e agora diziam-me que não podia trocar o bilhete. Mau, fiquei a pensar que, pela primeira vez em 4 meses, alguma coisa não ia correr bem. Liguei (várias vezes) para a agência, de onde me acabaram por dizer que a alternativa era comprar novo bilhete (cerca de 50 Usd) e que depois seria reembolsado. Não acreditei muito na parte do reembolso, mas não tinha alternativa.

Lá apanhei o comboio e segui, durante uma hora e pouco, até Aguas Calientes.

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Pequena nota para falar dos preços dos bilhetes. Existem carruagens para “locais” e para “estrangeiros”. Carruagens iguais e preços diferentes. Um local paga algo como 3 Usd, e um estrangeiro cerca de 50 Usd… Mas não há outra maneira de chegar a Macchu Picchu (a não ser que se vá a pé durante uns dias…). Acabei por ficar contente por SÓ cobrarem este valor, senão lá teria de pagar mais…

Cheguei a Aguas Calientes, que vive só do turismo, e fui até uma espécie de piscinas naturais de água  quente… Fiquei “de molho” até estar todo enrugado, mas soube mesmo bem.

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Tratei depois de ir levantar o bilhete de autocarro (para subir até “lá acima”, já que tinha decidido descer a pé), e da entrada em Machu Picchu. Bom, mas era 1 de Maio e não foi possível. Mas lá me informaram que o podia fazer no dia seguinte, às 5:30 da manhã. Nada de grave para quem gosta de se levantar cedo, e como queria subir o mais cedo possível… até calhou bem.

Conclusão, 6:30 (depois de 25 minutos a subir de autocarro), estava a entrar em Machu Picchu.

E tudo aquilo impressiona, e muito!

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Uma hora e meia para descer até Aguas Calientes por um caminho assim… Lindo!

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Foi um dia muito bem passado, daqueles que não se esquecem nunca mais.

PS: e sim, fui reembolsado do valor do bilhete do comboio. Muito bom.

PS I: fiquei com pena de não ter uma máquina fotográfica em condições. No mínimo sem ter o visor partido…

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“histórias III”

Tenho reparado, e já há algum tempo que queria escrever sobre isto, que, especialmente, na Bolívia e no Peru, os carros, camiões e autocarros são quase todos asiáticos. E se marcas como, Toyota, Nissan, Hyundai, são comuns na Europa, que dizer de marcas como Changfeng, Chery, Dongfeng, Great Wall, Zhongxing. É que por aqui são comuns…

Vou tentar perceber melhor, nos próximos dias, o porquê….

Outra forma de transporte comum na Bolívia e no Peru são (nem sei como chamar-lhe…) as moto-táxi(?). Utilizadas por toda a gente para trajectos pequenos, são baratas e resultam. Aqui em Máncora andei numa muito parecida com a da foto.

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Donativos

A Família Correia Marques/Rosa, fez um donativo de 70 €uros para a MovApLar- Movimento de Apoio a Laringectomizados.

Obrigado pela doação.

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Corridas

Hoje fiz mais uma corrida. Corrida que a Ana Marques me pediu que fosse feita hoje, no dia de aniversário de um familiar.

Saí pelas 7 e pouco, e como não é viável correr na estrada, fui até à praia tentar fazer 10 kms.

Muito protector solar 50 em cima, e lá fui eu.

E, pela primeira vez, desde que estou na América do Sul, corri na praia. Não que eu goste, porque não gosto, mas sem melhor alternativa, teve de ser. Claro que foi dura e mais lenta, mas nem tudo é mau. Acabar a corrida e dar uns mergulhos na praia, é excelente!

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Agora vou descansar e dar uns mergulhos, que amanhã tenho mais uma corrida para fazer.

Até breve.

Histórias…

Andar a viajar proporciona momentos únicos.

Pelo que se aprende, observando. Vivendo uma nova (ou diferente, no mínimo…realidade. Quase dois meses depois de sair de casa, é natural que existam histórias, vou-lhes chamar, inesquecíveis.

Por isso, de vez em quando, vou partilhar …

Momentos…da viagem.

Um destes dias, ao ver algumas fotos antigas, lembrei-me de um desses momentos.

De facto, foram duas “histórias”. Mas de uma tenho fotografia, de outra não. Não, porque não me atrevi a tirar fotografia.

Ambas se passaram em Montevideu, Uruguai.

E já passou um mês…

A primeira, da qual não existe registo fotográfico, passou-se quando ia a caminhar pela cidade. Perto da Câmara Municipal, um edifício grande, vermelho, emblemático na cidade e, por isso, vigiado pela policia.

Vou a andar e vejo dois policias, daqueles todos “artilhados”, grandes, com coletes à prova de arma, óculos escuros, vestidos de negro, com as armas em punho. Até aqui tudo normal. O que achei mesmo engraçado, porque me apanhou desprevenido, foi quando se cruzaram e se cumprimentaram. Sim, ver dois “matulões” daqueles cumprimentarem-se com um beijo, foi o que me deixou a rir por dentro. Normal por estas paragens, eu sei. Mas inesperado para mim…

Ainda pensei tirar-lhes uma foto (pedindo, é claro), mas o “ar de maus” fez-me seguir rapidamente (a rir…).

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A outra história passou-se num Domingo. Sei que foi Domingo, porque é dia de quase tudo estar fechado. Lembro-me de que andei bastante até encontrar um café/restaurante aberto para comer qualquer coisa. Lá encontrei um, comi já não sei exactamente o quê… e pedi um café no fim. Cortado, como bebo normalmente por aqui, ou seja, com um pouco de leite. Até aqui tudo normal. O espanto veio depois quando me trazem uma bandeja com café, copo de sumo de laranja (pequeno, tipo shoot), água com gás (em copo também pequeno), natas, bolinho, rebuçado e … pipocas!Image

Bem, olhei para aquilo tudo e pensei, “Então mas agora faço como? Existe alguma ordem para seguir?”. Resolvi a questão olhando para as mesas em redor e vendo como um sr., já de idade, fazia.

Segui a sequência à risca. Os americanos dizem que “When in Rome, do it like the romans!”, e pareceu-me bem fazer isso. Com adaptações, porque sou português… passei a parte do bolinho (que era de claras de ovo), das natas e das pipocas.

Mas bebi o café, depois o sumo e a água no final.

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Entretanto, já estou em Mendoza, depois da viagem de autocarro que me trouxe de Bariloche, ainda não devidamente instalado, mas já a tratar de saber como dar umas voltas pela cidade e redondezas.

Até breve.